Já bebeu seu leite hoje?!

Nos últimos tempos venho observando as pessoas. Noto que elas, por culpa de um stress ou meio onde vivem, não se interessam mais em fazer novas amizades.
Passamos por algumas dificuldade ao fazer uma nova amizade nesse mundo globalizado onde vivemos. Seja no trabalho, na faculdade ou na rua, tanto faz. Os cidadãos (sem distinção de sexo quando digo isso) não acham que podem fazer uma amizade real. E isso não é um fenômeno deste ano, já vem ocorrendo a um certo tempo. Mas me dei conta neste ano.
Não querer conhecer uma pessoa é algo, vamos resumir a uma única palavra: idiota. Mas idiota em qual sentido?! Idiota no sentido de nem querer escutar o que a pessoa tem a dizer, ou seja, partir do pressuposto de que o indivíduo não irá acrescentar nada em sua vida. Pra mim, soa suficientemente estúpido. Ou será que não?!
Confesso, já coloquei pessoas sem noção na minha lista de amigos ou conhecidos banidos, mas tive razão para isto. Não importa o motivo ao qual essas pessoas foram parar lá, o ponto em que quero chegar é que eu deixei a pessoa contar seu discurso, deixei ela se expressar. Tanto deixei que acabou contando o que pensa sobre cultura, trabalho, mulheres, dinheiro, o mundo, tecnologia… Daí, se não gostar do discurso é quando avalio negativamente pensando algo do tipo: “É… GAME OVER.”
Semestre passado na faculdade tentei experimentar fazer novas amizades. É, simples assim, por esporte e pra ver como me saía. Antes de chegar no ponto de conhecer alguém, tive de furar o bloqueio de algumas para assim poder conversar. Isso já é outra idiotice, mas tudo bem, tomo a iniciativa nas primeiras 5 rodadas. Mas depois disso acontecer, por que razão continuar na defensiva?! E outra, se alguém vier falar contigo com um discurso mais ou menos interessante, por que não escutar?! De repente aparece aí uma conversa…
Gosto quando pessoas me surpreendem e mostram sua opinião forte. São poucas, mas quando isso ocorre, acredito nelas. Acredito que existe algo de forte dentro delas ou algo parecido com isso. Resumindo em termos da “blogosfera“: eu assino seus “feeds” e passo a comentar em seu “blogs”. Então, a partir daí cria-se um diálogo que na maioria das vezes é construtivo para a vida ou no mínimo interessante para passar o tempo.
Não estou propondo ser amigo de todos que estão no meu orkut, nem quero. Só que deixar de conhecer alguém interessante por uma defesa natural é uma tremenda idiotice. Afinal, o ser humano é comunicativo e necessita que haja comunicação. Tá bom, até parece que sou só eu quem gosto de conversar, ok.
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9 Comentários para "Pessoas são complicadas."
Oi. Assino seu feed há um tempo. Não sou muito de comentar em blogs… Mas me deu vontade de te dar um “oi” depois de ler este texto =)
Jhuly: Olá. Bom, não foi essa a idéia, não estava querendo constrangir ninguém. Mas mesmo assim, obrigado.
Bom saber que assina o feed, gostei.
…falar o quê, né?
…pelo menos dá para matar o tempo, ou não!
Eu não sei se é porque a gente “cresce” e vai criando defesas com o mundo… Percebo isso até na rua. As crianças normalmente interagem mais com os desconhecidos. Nós, adultos, nos surpreendemos quando alguém que nunca vimos puxa conversa no ponto de ônibus ou em fila de banco. Estamos todos fechados, sisudos e preocupados demais com nossos problemas.
beijo
Carol: É, pelo menos isso. Se bem que depois de me decepcionar com alguns, ninguém me tira do meu PSP. hehe
Dani: Até pode ser por aí, mas cada vez mais vamos ter problemas em comunicação e respeito. Pode anotar, cada vez será mais difícil.
Eu puxo assunto com desconhecidos. Tenho um exemplo desse final de semana. Comecei a conversar com uma desconhecida na parada de ônibus em frente a minha casa. A conversa continuou no ônibus e só parou quando ela desceu numa estação de trem.
Quer uma dica pra fazer amigos? Espontaneidade sempre, sem medo de parecer idiota ou ridículo, porque as pessoas que se armam e se defendem contra novas amizades normalmente estão também preocupadas com seus próprios umbigos, mas trata-se muito mais de medo de parecer idiota ou dizer alguma bobagem.
Hamilton: É com um PSP a gente “mata o tempo” de forma mais interessante! Hehehe…
Mas, sei lá….abordar um estranho na rua ou só de iniciar a conversa com alguém no ponto de ônibus não vai te fazer amiga dessas pessoas. Tem muita gente que eu vejo sempre, passo, pergunto como está, falamos sobre o tempo, ou qualquer outro assunto, e eu nem sei o sobrenome delas e nem elas o meu, sabe? É só para passar o tempo mesmo. Mas, tem quem não goste e devemos respeitar. Nosso corpo, nossas expressões e gestuais contribuem muito para afastar ou aproximar pessoas.
Eu não me incomodo se a pessoa estiver com fones ou colocar a mochila no banco do lado, para ninguém sentar perto… eu mesmo faço isso quando tenho que viajar.
Além da espontaneidade, como escreveu a Vanessa, o legal é bom humor e simpatia, ninguem gosta de gente com cara amarrada e depois, é claro, manter contato sempre que possível, se o caso é fazer novas amizades, e não apenas matar o tempo… sabe, falar, “Legal conversar com vc…” sem parecer uma cantada, claro!!! hahahahaha
Cuidado para não falar muito e nem escrever muito tbm, como eu faço, e acabei de fazer!
=P
Carol: Sim, sei que existe um espaço gigante entre ser amigo e conhecido de alguém. Também leva-se tempo para fazer isso, não uma eternidade, um tempo. Mas o problema em que levanto aqui é de como tá difícil chegar pra falar com alguém. Não que seja algo com a gente, só que pra iniciar essa conversa os dois precisam estar afim de falar. Os gostos, não consigo falar com nem 1/3 dos meus colegas, não tenho assunto. E em primeiro momento todos se respeitam e talvez esse seja aí o limite. “Vamos apenas falar durante este tempo porque não tenho um PSP ou iPod”, enfim.
Talvez também algumas pessoas só possam te oferecer isso, pode ser. Quando escrevi o post só tava pensando alto mesmo. Creio que o curso está me deixando “mais comunicativo”, sabe?! Tanto faz também.
(Escrever demais?! Nah, aprendi que a gente pode se comprometer quando faz isso. hehe)
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