Onde os monstros vivem?

Nesta semana eu descobri onde eles vivem.

O filme em que todos estão comentando por aí realmente vale apena. Estou pensando em como escrever este post desde quando assisti. O filme é bom pois desperta pensamentos em você. Levanta questionamentos. Tá certo, que se eu fosse um guri nos dias de hoje o impacto seria outro. Mas nem por isto o brilho do filme diminui.

A história é de um moleque que briga com a mãe e em um belo dia resolve sair correndo de casa. Detalhe, ele é rejeitado pela irmã algumas vezes e também tem ciúmes dos amigos dela. O mesmo acaba acontecendo com a mãe, pois ela trabalha muito durante o dia e, as vezes, não está com vontade de dar atenção para uma criança depois do trabalho. Nosso jovem garoto não gosta disso.

Ok, até aí não tem nada de novo. E não tem nada mesmo. Você, eu, outras pessoas e inúmeros emos já passamos por essa “rejeição paterna momentânea”. Como trata-se de um garoto magoado, ele decide viver uma baita aventura num lugar desconhecido. Lugar para onde ele resolveu fugir sozinho. Lá, encontra alguns monstros que fazem dele o rei da ilha.

Total de 7 monstros que cada um acaba sendo associado ao caráter do moleque. Um monstro é perito em fazer buracos pois o guri só sabe quebrar coisas. Dentre alguns mais, destacam-se: o deprimido, o carente, o calado e o esperançoso/ciumento.

Tudo vai bem até que planejam construir uma fortaleza onde todos, teoricamente, iriam viver juntos com a maior felicidade. Mas nem é preciso comentar que o “vamos viver felizes para sempre” não acontece. Aí está o conflito do filme.

O bacana é perceber o amadurecimento do nosso garoto. Ele imaginou um lugar perfeito em que ele fosse o centro do universo. Pensou que não precisaria de nada, apenas um lugar onde suas ordens seriam obedecidas e pudesse quebrar qualquer coisa sem ser incomodado. A vida não é assim.



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Posted on by Hamilton Posted in Cinema, Discursando, Internet

Deixe seu comentário