Este é o gênero musical que corresponde ao ritmo brasileiro. Ok, serei justo, a bossa nova também é um ritmo exclusivamente do Brasil. Mas tanto um como o outro, não adianta, não consigo me familiarizar de jeito nenhum. Já comentei sobre a minha formação musical em outras ocasiões mas não custa nada repetir: gosto de rock e seus derivados.

Alguns amigos meus dizem que os artistas clássicos dessa fase dourada do samba são excelentes, principalmente quando citamos Cartola e Bezerra da Silva. Confesso que respeito o Bezerra, mas não posso dizer que gosto do som do véio. É uma ótima trilha sonora para um churrasco na laje, e paremos por aí. Certo?

Ao meu ver, samba nada mais é que a alegria do povo sendo declamada em uma roda de violão e umas gostosas rebolando. Só que o samba nem sempre vive dessa alegria, as vezes ele debocha ou chora. Quando debocha, estilo Bezerra, fica divertido com várias pessoas e regado a muita cerveja. Mas já quando ele chora, é uma dor de corno foda que não tem pé de cana que resolva. Normalmente ele me incomoda, mas aí ele passa do meu limite.

Nestes últimos dias baixei um disco de “Melhores do Bezerra da Silva” mais os 2 primeiros discos do Cartola, só que foi mais uma vez a toa. Não que esteja me forçando a gostar de samba, claro que não, mas deu vontade de escutar depois de ter visto o Marcelo Adnet cantar no 15 Minutos. Eu sei, já comecei mal, mas foi um “lapso de vontade sambal”, se é que posso chamar assim.. Não sei.

Pessoas que gostam de samba de verdade, destas décadas clássicas aí, já gostando bastante de um outro estilo é como a Lei do Sonic Youth: é muito mais fácil e cômodo alguém simpatizar ou dizer que gosta do que ir contra a grandes lendas da música. As vezes dizem que gostam só pra ter um status a mais.

Pra mim, a melhor música de samba é a do Corvo, não tem. É a melhor. E sobre bossa nova? Nah, não vou comentar. Pelo menos não neste post.