Já bebeu seu leite hoje?!

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De palestras assim eu gosto.

Oct 28, 2008 Auor: Hamilton | Anezado em: Blogs, Discursando, Faculdade, Mi Vida Conmigo


Novo logo da emissora para a tv digital

Ontem de noite acabei assistindo a uma palestra d’O Cara da RBS, isso mesmo, ele: Nelson Sirotsky. Confesso que estava meio assim em ir e prestigiar o evento pois das últimas palestras oferecidas pela universidade não me agradaram nem acrescentaram muito para minha formação, não estavam boas mesmo. Subestimei o palestrante e acabei por dar com a língua nos dentes. E que bom que mordi ela, que bom que isso aconteceu.

Pra quem não tem nem noção de quem é o cara ofereço este link aqui onde narra e conta um pouco da carreira profissional. Vou apenas resumir bem sucintamente e de forma bem simples: está há 20 anos trabalhando no Grupo RBS e a 16 como presidente do mesmo. Também é empresário e um profissional pra lá de comunicativo.

Essa facilidade que ele possui em comunicar-se me chamou a atenção. Já havia assistido a palestrantes comunicativos, mas não tanto quanto este. Começou seu discurso elogiando a Universidade do Vale dos Sinos, a UNISINOS, e afirmando que ali existiria, num futuro próximo, muitos comunicadores formados trabalhando dentro de seu grupo. Chegou até a comentar que estava em casa ao falar conosco, bem papo de marketeiro hein?!

Além da comunicação, ele chama a atenção na sua paixão e animação com meios de comunicação. Sério, não foi um falso discurso, ele realmente adora o trabalho que faz e como faz. Eu esperava um presidente meio alienado nessa área (mais voltado para a administração da empresa), afinal ele é um presidente de um veículo de comunicação que está avaliado em R$ 2bi, então… Mas como já comentei, o véio me surpreendeu mais uma vez: ele adora mexer com tecnologia e acha o máximo mandar emails através de uma ponte aérea.

Eu não espero que tenha um perfil no Orkut, Last.Fm ou no Twitter. Claro que não, mas deve sim ao menos conhecer esses veículos pois existem potencial neles e foi isso que fez, conversou conosco sobre isso. Muitos estudantes que estavam ali devem ter ficado perdidos sobre o que achava sobre comunidades sociais, midia digital, blogs e micro blogs. Eu, a essa altura do campeonato, estava adorando!

Tempo passou e, lá pelo meio da palestra, Nelson Sirotsky fez 2 perguntas e as respostas foram mais ou menos assim:

  1. Nelson Sirotsky: Quem daqui tem Orkut? (geral levantou o braço.)
    O Cara do Meu Lado: Hahahaha… Todo mundo tem, todo mundo fuxica.. hahaha…
  2. Nelson Sirotsky: Quem daqui tem Twitter? (poucos como eu levantaram o braço.)
    O Cara do Meu Lado: Twitter? Micro Blog…? Que que é isso?! …?

De certa forma, neste momento, fiquei envergonhado mas ao mesmo tempo feliz. Como assim comunicadores, estudantes de comunicação, não sabem da existência do Twitter? Deveriam estar informados a respeito, ao menos conhecer, e se já não acompanham bem as coisas hoje como será daqui uns anos? Algumas décadas? Enfim, isso não é problema meu…

Pelo visto a palestra foi aproveitada por poucos, o que é uma pena. Estes que não conheciam sobre o que ele falava, pelo menos que vão buscar as fontes e informem-se sobre. Estar antenado e conhecendo o mercado é ótimo em toda a profissão, ainda mais que hoje o perfile do profissional muda ao longo de sua vida, não valendo mais aquele único cargo vitalício como antigamente. Se é bom ou ruim eu não sei, só sei que é assim.

Mas voltando ao Nelson, só queria deixar registrado. Tirei meu chapéu pra ele e virei um fã boy do cara. Foi uma palestra muito informativa e aproveitei bastante.Espero ter outras oportunidades como esta até o término do curso, quem sabe um dia não estarei pagando pau e vendo de perto o Marcelo Tas, hein? Quem sabe… :)

Ontem, mais uma vez registrei que a comunicação é algo muito importante para todos desse mundo. Mas só ter uma idéia de que estou indo pro caminho certo já é muito gratificante. Pelo menos eu acho, de certa forma. Vamos lá: tumba lacatumba tumba tá!

Foto de Nelson Sirotsky

  • Ah, e querendo ou não, ele soltou um spoiler que devo passar adiante: dia 4 de novembro deste ano, 2008, estréia a tv digital da RBS TV aqui no estado. Logo é aquele lá de cima feito também pelo austríaco. Desculpa Nelson, mas spoiler é spoiler né! E quem falou foi tu! :P

Não adianta: eu não gosto de samba.

Oct 26, 2008 Auor: Hamilton | Anezado em: Discursando, Mi Vida Conmigo, Música

Este é o gênero musical que corresponde ao ritmo brasileiro. Ok, serei justo, a bossa nova também é um ritmo exclusivamente do Brasil. Mas tanto um como o outro, não adianta, não consigo me familiarizar de jeito nenhum. Já comentei sobre a minha formação musical em outras ocasiões mas não custa nada repetir: gosto de rock e seus derivados.

Alguns amigos meus dizem que os artistas clássicos dessa fase dourada do samba são excelentes, principalmente quando citamos Cartola e Bezerra da Silva. Confesso que respeito o Bezerra, mas não posso dizer que gosto do som do véio. É uma ótima trilha sonora para um churrasco na laje, e paremos por aí. Certo?

Ao meu ver, samba nada mais é que a alegria do povo sendo declamada em uma roda de violão e umas gostosas rebolando. Só que o samba nem sempre vive dessa alegria, as vezes ele debocha ou chora. Quando debocha, estilo Bezerra, fica divertido com várias pessoas e regado a muita cerveja. Mas já quando ele chora, é uma dor de corno foda que não tem pé de cana que resolva. Normalmente ele me incomoda, mas aí ele passa do meu limite.

Nestes últimos dias baixei um disco de “Melhores do Bezerra da Silva” mais os 2 primeiros discos do Cartola, só que foi mais uma vez a toa. Não que esteja me forçando a gostar de samba, claro que não, mas deu vontade de escutar depois de ter visto o Marcelo Adnet cantar no 15 Minutos. Eu sei, já comecei mal, mas foi um “lapso de vontade sambal”, se é que posso chamar assim.. Não sei.

Pessoas que gostam de samba de verdade, destas décadas clássicas aí, já gostando bastante de um outro estilo é como a Lei do Sonic Youth: é muito mais fácil e cômodo alguém simpatizar ou dizer que gosta do que ir contra a grandes lendas da música. As vezes dizem que gostam só pra ter um status a mais.

Pra mim, a melhor música de samba é a do Corvo, não tem. É a melhor. E sobre bossa nova? Nah, não vou comentar. Pelo menos não neste post.

A Mari esses dias fez um post sobre animes no Brasil que me fez correr atrás de aberturas de desenhos que gostava. Assim como os próprios desenhos que marcaram época, a abertura deles também era algo sensacional. Pelo menos pra mim.

Pra encerrar essa semana de Dia das Crianças aí vai um Top 10 (Top 5×2 = 10, sacaram?!) Aberturas de Desenhos da Infância. Momento super, mas super nostálgico e individual, mas foi necessário. Ou não, comentem depois. :)

Fantástico Mundo de Bob

Esse moleque aprontava as maiores confusões eu seu mundo único e individual. Foi um dos primeiros traçados de desenhos cabeçudos, pézudos e mãozudos que vi. Gostei de primeira.

Pole Position

Como não lembrar de Dan, Rodão, Wills e Tess? Não tem como, marcaram época mesmo na posterior. Apesar de ser um desenho dos anos 80, vi muito ao longo dos anos 90 graças as insistentes reprises do SBT. Era mais um desenho futurista e com alta tecnologia produzido há 2 décadas anteriores.

Fly

Demorei pra gostar de desenhos do tipo rpg e seus derivados e com este não foi muito diferente. Achava muito maluco ele ser um guri (um pouco de mago e muito de herói) com um avô que era tipo uma geléia geleia falante. Mas como Dragon Ball passava aos sábados de manhã no Sábado Animado e Fly antes, acabei por gostar do desenho.

Ducktales

Quem não viu durante a infância? Poxa, vários clássicos: Tio Patinhas, sobrinhos do Donald, Professor Pardal, Irmãos Metralhas. Acho que a Disney de verdade só me pegou com este universo, quando existia um mundo ali dentro e eles podiam ou não interagir um com o outro. E depois com Moisés e Caminho Para El Dorado, mas isso é outro Top 5.

Cavaleiros dos Zodíaco

Dispensa apresentações, apenas segue uma regra: nunca assista esse desenho depois de velho, irá detestar. Apesar de não ter história alguma, lógica ou animação, na época, final de 80 e início de 90, era sensacional. Um dos primeiros desenhos que vi que continuava, existia uma saga. Não tinha aquela obrigação em começar e terminar uma história no mesmo episódio.

Inspetor Bugiganga

Como ficava irritado quando repitia o episódio. E poxa, sempre repetia o episódio. Se não fosse o das lhamas era aquele que tentavam pegar o Garra, lembra? O SBT apresentava coisas novas mas repetia muita coisa também…

A Nossa Turma

Taí um desenho que nunca gostei nem entendi. Seria uma tentativa fracassada de reinventar Looney Tunes? Não sei, talvez. Mas nunca me esqueci do nome nem da música de abertura.

Pica-Pau

Tirando essa última versão de Pica-Pau, o resto era muito bom. Principalmente, episódios mais antigos quando ele era mais maluco e pirado que o normal. Era um tremendo de um filha da puta e não importava com quem, trapaceava e enganava qualquer um. Tipo o Didi n’Os Trapalhões. Tipo.

Dragon Ball

Quem não conhece deve assistir agora. Este desenho possui 3 grandes fases e uma é melhor que a outra. A primeira, esta da abertura que separei, em especial é a mais significativa pra mim. Fui apresentado a um mundo muito doido, em partes reais e em outras fictícias. Pode tanto ser visto por criança como adolescente, aí está uma das genialidades ao meu ver. Além de histórias viciantes e personagens cativantes, claro.

Thundercats

Uma das aberturas mais bem criadas de todas que já vi: combina uma música que te chama para assistir ao desenho junto com uma edição de imagens que representa a mesma coisa. Lembro que em tempos de DirecTV, isso lá em 1999, eu acordava mais cedo só pra olhar os desenhos exibidos pela Warner Channel as 6h30 da manhã. Sim, pra mim é o melhor desenho dos anos 80 disparado.

Existem mais aberturas que marcaram época, claro. Tentei fazer um compacto em um Top 10 mas ainda ficou muita coisa de fora. Portanto, fiz mais uma listinha de 10 aberturas que marcaram época só para complementar o post. Fiquei devendo em algo? Não sei, espero que não. Me contaí depois, se esqueci, beleza? Beijos, me liguem!!

Lista complementar de aberturas de desenhos:

Aproveitando o gancho do Dia das Crianças, vou aproveitar pra contar uma historinha que sempre acontecia comigo. Não sei quanto a vocês, mas quando eu era criança, minha mãe e a parentada toda preferia me dar roupas ao invés de presentes. E isso nem sempre foi tão legal assim. Tá, não era nada legal.

Tenho em minhas lembranças, um dia em especial, um aniversário meu, claro. Convidei meus colegas de classe (eu não deveria ter muito mais que uns 10 anos, não lembro ao certo) para um sábado a tarde ir a minha casa e festejar meu aniversário. Super tranquilo, festa normal. (Tranquilo sem trema, saiba porque.)

Aniversário de criança é aquele negócio:

  1. Começa início da tarde de um fim de semana, neste caso num sábado;
  2. Por educação, tua mãe acaba te forçando a convidar alguns vizinhos;
  3. Geralmente, o pessoal brincava na rua e o lugar onde acontecia a festa era um salão de festa (na minha antiga casa, era feita na garagem mesmo).

Sabendo essas informações, posso dizer que sempre convidei meus colegas em massa. Gurias quase nem convidava pois além delas serem chatas, na época, se as convidasse eu teria mais chances de conseguir ganhar roupa que qualquer outra coisa. Gurias ao dar presentes não roupa, nunca acertaram. E isto é um fato que de ser relevante.

Devo salientar também que, conforme o tempo passava, a expectativa do pessoal chegar e eu ganhar um presente legal aumentava minuto a minuto. Parentes chegavam mais pro final da festa e sempre vinham com muita fome. Repito: sempre vinham com muita fome.

Eu em especial ficava muito chateado com quase todos os brinquedos que ganhava. Mas até aí tudo bem, antes fosse brinquedo do que aquela maldição de ganhar roupa. Não conseguia disfarçar minha cara de frustrado ao ser presenteado com qualquer peça de roupa, ainda mais quando essa peça era cueca ou meia. Eu ficava muito puto. Quem compra uma cueca ou um par de meia para dar de presente a uma criança? É pura maldade.

Isso é uma das piores coisas que pode acontecer a um aniversariante mirim em seu grande dia. Ganhar uma ou outra roupa era normal, mas ganhar roupas que nunca iria usar era mais comum ainda! Ser criança pode ser frustrante e complicado em alguns momentos…

Devo frisar: não é que não gostava de ganhar roupa, só é que achava ser mais interessante ganhar qualquer outra coisa no valor da roupa do que a roupa, saca?! Por exemplo, Comandos em Ação não seria maluco em recusar nenhum, mesmo sendo bonecos repetidos ou que não gostasse. Comandos é massa até hoje e ponto.

Talvez esse seja um bom motivo para não querer mais festejar aniversários com toda aquela parentada e bolo pra cá, coxinha pra lá, “cocrete” rolando pelo chão… Se alguma psicóloga passar por aqui, me avisa se pode ser uma boa explicação pra isso, ok?

Boa taaaaaaaaaarde…

Especial dia das Crianças.

Oct 12, 2008 Auor: Hamilton | Anezado em: Datas Especiais, Mi Vida Conmigo, Televisão

Eu, como qualquer pessoa mais velha, também já fui criança. E quando era criança olhava muita tv, até hoje ainda olho. Meus programas prediletos sempre foram os desenhos, principalmente os do SBT, que lá existia uma programação diferenciada dos outros canais quando o assunto era programação infantil.

Na época também não existia essa história de “politicamente correto”, que criança não podia assistir tal coisa. Pelo menos quando o assunto tratava-se de desenhos. Estou falando de desenhos de verdade, nada de Du, Dudu e Edu, Coragem, o Cão Covarde, As Meninas Super Poderosas, Laboratório de Dexter. Nada disso. Não que sejam desenhos ruins, até gosto de alguns desenhos dos anos 2 mil, mas nada vai superar o inesquecível e o melhor desenho já feito de todos os tempos: Looney Tunes.

Era uma turma de “personagens humanizados”. Todos, ou quase todos, eram animais e agiam como pessoas normais. Tá, nem tão normais assim. Mas a graça estava justamente na genialidade e carisma de cada personagem. Era impossível não gostar ao menos de um deles. Aqui, comecei a moldar meu caráter humano debochado/escrachado.

Meus preferidos sempre foram esses 4: Pernalonga, Patolino, Hortelino Troca Letra e Eufrazino. Nossa, esse último era demais, sabia se zangar como ninguém. Acho que não tenho leitores menores de 18 anos, então todos já devem ter visto e sabem muito bem como é cada um deles.

Para comemorar esse dia das crianças em grande estilo, convido vocês a assistirem a um Top 3 escolhido por mim de Looney Tunes. Já peço desculpas que não encontrei o episódio lendário no youtube sobre o Eufrazino e o Pernalonga na Ilha de Cocos. Também já antecipo desculpas sobre o episódio do “Leopoldo” que o Pernalonga rege um concerto. Achei o barbeiro de Sevilla, mas não passa de um bom episódio.

Então, vamos a eles: Top 3 Looney Tunes.

Pernalonga - Pernalonga e Os Bandidos

Pernalonga - A Descoberta da América

Pernalonga - Campo de Batalha

  • Se alguém achar o episódio em que comentei do Eufrazino na Ilha de Cocos, deixe um comentário no post. Queria muito rever, certo?! Certo.

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