Já bebeu seu leite hoje?!

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Rotina.

Nov 15, 2008 Auor: Hamilton | Anezado em: Contos, Discursando, Faculdade

Fim de tarde, escritório, relógio, elevador, relógio, botão. Garagem. Caminhada, chave, alarme, porta, chave, primeira marcha, segunda, terceira, quarta, parada. Porteiro. Carros, estrada, cidade. Poluição. Tráfego, stress. Mais stress. Motociclista, espelho, semáforo, crianças, relógio, semáforo. Barulho. Ônibus, caminhão, ciclista, alta velocidade, contramão, freios. Batida. Ferido, sangue, gasolina. Gritaria, pessoas berros. Homem impaciente, homem inconsciente. Sinal verde, primeira marcha, acelerador, segunda, relógio, celular, espelho, colégio das crianças.

Rotina.

De palestras assim eu gosto.

Oct 28, 2008 Auor: Hamilton | Anezado em: Blogs, Discursando, Faculdade, Mi Vida Conmigo


Novo logo da emissora para a tv digital

Ontem de noite acabei assistindo a uma palestra d’O Cara da RBS, isso mesmo, ele: Nelson Sirotsky. Confesso que estava meio assim em ir e prestigiar o evento pois das últimas palestras oferecidas pela universidade não me agradaram nem acrescentaram muito para minha formação, não estavam boas mesmo. Subestimei o palestrante e acabei por dar com a língua nos dentes. E que bom que mordi ela, que bom que isso aconteceu.

Pra quem não tem nem noção de quem é o cara ofereço este link aqui onde narra e conta um pouco da carreira profissional. Vou apenas resumir bem sucintamente e de forma bem simples: está há 20 anos trabalhando no Grupo RBS e a 16 como presidente do mesmo. Também é empresário e um profissional pra lá de comunicativo.

Essa facilidade que ele possui em comunicar-se me chamou a atenção. Já havia assistido a palestrantes comunicativos, mas não tanto quanto este. Começou seu discurso elogiando a Universidade do Vale dos Sinos, a UNISINOS, e afirmando que ali existiria, num futuro próximo, muitos comunicadores formados trabalhando dentro de seu grupo. Chegou até a comentar que estava em casa ao falar conosco, bem papo de marketeiro hein?!

Além da comunicação, ele chama a atenção na sua paixão e animação com meios de comunicação. Sério, não foi um falso discurso, ele realmente adora o trabalho que faz e como faz. Eu esperava um presidente meio alienado nessa área (mais voltado para a administração da empresa), afinal ele é um presidente de um veículo de comunicação que está avaliado em R$ 2bi, então… Mas como já comentei, o véio me surpreendeu mais uma vez: ele adora mexer com tecnologia e acha o máximo mandar emails através de uma ponte aérea.

Eu não espero que tenha um perfil no Orkut, Last.Fm ou no Twitter. Claro que não, mas deve sim ao menos conhecer esses veículos pois existem potencial neles e foi isso que fez, conversou conosco sobre isso. Muitos estudantes que estavam ali devem ter ficado perdidos sobre o que achava sobre comunidades sociais, midia digital, blogs e micro blogs. Eu, a essa altura do campeonato, estava adorando!

Tempo passou e, lá pelo meio da palestra, Nelson Sirotsky fez 2 perguntas e as respostas foram mais ou menos assim:

  1. Nelson Sirotsky: Quem daqui tem Orkut? (geral levantou o braço.)
    O Cara do Meu Lado: Hahahaha… Todo mundo tem, todo mundo fuxica.. hahaha…
  2. Nelson Sirotsky: Quem daqui tem Twitter? (poucos como eu levantaram o braço.)
    O Cara do Meu Lado: Twitter? Micro Blog…? Que que é isso?! …?

De certa forma, neste momento, fiquei envergonhado mas ao mesmo tempo feliz. Como assim comunicadores, estudantes de comunicação, não sabem da existência do Twitter? Deveriam estar informados a respeito, ao menos conhecer, e se já não acompanham bem as coisas hoje como será daqui uns anos? Algumas décadas? Enfim, isso não é problema meu…

Pelo visto a palestra foi aproveitada por poucos, o que é uma pena. Estes que não conheciam sobre o que ele falava, pelo menos que vão buscar as fontes e informem-se sobre. Estar antenado e conhecendo o mercado é ótimo em toda a profissão, ainda mais que hoje o perfile do profissional muda ao longo de sua vida, não valendo mais aquele único cargo vitalício como antigamente. Se é bom ou ruim eu não sei, só sei que é assim.

Mas voltando ao Nelson, só queria deixar registrado. Tirei meu chapéu pra ele e virei um fã boy do cara. Foi uma palestra muito informativa e aproveitei bastante.Espero ter outras oportunidades como esta até o término do curso, quem sabe um dia não estarei pagando pau e vendo de perto o Marcelo Tas, hein? Quem sabe… :)

Ontem, mais uma vez registrei que a comunicação é algo muito importante para todos desse mundo. Mas só ter uma idéia de que estou indo pro caminho certo já é muito gratificante. Pelo menos eu acho, de certa forma. Vamos lá: tumba lacatumba tumba tá!

Foto de Nelson Sirotsky

  • Ah, e querendo ou não, ele soltou um spoiler que devo passar adiante: dia 4 de novembro deste ano, 2008, estréia a tv digital da RBS TV aqui no estado. Logo é aquele lá de cima feito também pelo austríaco. Desculpa Nelson, mas spoiler é spoiler né! E quem falou foi tu! :P

Hoje, nosso querido presidente, assinou o acordo ortográfico da língua portuguesa. Ele serve para fazer uma certa padronização entre os países descendente de origem lusitana. E isso vai complicar a vida de quem? De alguns países, são eles: Brasil, Portugal, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste. Mas de verdade, verdade mesmo, só pro Brasil está valendo.

As regras são pra valer a partir de 2009, com um prazo de ir até 2013 para alguns países ali de cima. Tá, mas o que que muda? Afinal, isso é o que importa. Lista:

  • A bendita trema caiu fora. Acabou a história da lingüiça. Só vale para nomes próprios agora, tipo Müller.
  • Paroxítonas com ditongo aberto como “éi”, “ói” ou “iú” não levam mais acento. O correto, a partir do ano que vem é: boia, ideia, geleia, joia, viuva, Aurelio.
  • O acento circunflexo em paroxítonas com duplos e’s (êe) ou o’s (ôo) também deixa de existir: voo, veem, teem, deem.
  • As letras antes “banidas” do nosso idioma, finalmente pertencem ao alfabeto agora, no total de 26 letras: k, y e w.
  • Algumas palavras serão permitido dupla grafia, como em caratê/caraté, crohcê/croché, fenômeno/fenómeno, tênis/ténis e fiadaputê/fiadaputé.
  • O hífen muda para palavras compostas que terminem e comecem com vogais: micro-ondas, anti-inflamatório, tele-entrega.
  • Hífen mudou também para as palavras compostas terminadas em vogal e a outra em r ou s, neste caso a consoante precisa ser duplicada. Exemplo: antissemita.

Dizem que isso só mudará cerca de 0.5% das palavras escritas no Brasil. Acho que algumas perdem o charme, como as paroxítonas de ditongo aberto. Vai ser estranho pedir uma “boia” para nadar ou ter uma “ideia” para a tempestade cerebral.

Sei que isso só mudará na escrita, sei disso. Mas mesmo assim, é estranho. E os livros, serão eles todos reeditados? Em 2009, todos os livros já escritos estarão errados… Não sei como vai ficar. Minha professora de Português I havia comentado que sim.

Só que falta. Só o que falta… Pelo visto, todo mundo sentou na graxa junto.

Fonte: Folha Online

Quem nunca pegou um ônibus com uma véia cheia de compras ou com uma penca de netos embaixo de sua saia carcumida? Eu já, várias vezes. Voltando do centro, indo para o centro e em ônibus intermunicipais também.

Entendo o fato de algumas pessoas trabalharem uma vida inteira e não ter condições de adquirir um veículo. Só que não dá pra usar o ônibus sempre quando precisar ir ao mercado ou fazer uma compra. Ainda mais se fizer esse tipo de viagem na noite, daí é pra matar.

Esses dias, tava eu voltando pra casa e entrou uma senhora idosa no ônibus. Entrou pela porta da frente e ficou ali, nos primeiros bancos da condução. Subiu com compras do mercado e deixou no chão. Ela em pé e suas compras no chão. Uma menina levantou para que a senhora pudesse sentar só que a véia continuava ali. Sabe como é, o burro sempre empaca perto do trigo.

Na medida em que o ônibus foi enchendo, a velha senhora parecia ficar mais estática e querendo testar a paciência de todos. Ela estava no meio do caminho, sim, estava atrapalhando os passageiros na descida do ônibus. Ela e suas compras. Só se mexeu na hora que foi descer, que por curiosidade era a mesma parada que a minha. Então toquei a campanhinha do veículo e a véia pulou na minha frente, sempre com suas compras.

Quando paramos, ela ficou ali parada com suas sacolas no chão. O motorista olhou pra trás com uma cara de: “tá, ninguém vai descer?”. E eu tive de quase atropelar ela para que pudesse descer naquela parada, passei por mau educado sendo que não fui eu o mau educado ali. E ela nem desceu na mesma parada!! Enfim.

Olha, nada contra ninguém. É mesmo o transporte mais em conta em se utilizar no dia-a-dia. Mas usar a condução pra isso é uma puta falta de educação. Se eu fosse velho, neste caso muito velho, eu não pegaria nenhum tipo de transporte público para levar as compras do supermercado, alguma encomenda ou até mesmo para fazer uma compra de algo com tamanho médio ou maior. Afinal, é um transporte para pessoas e não para os seus carrapatos.

E as lojas entregam em casa as compras, assim como os mercados. Não precisa dessa mão toda.

Eu não posso com duas coisas: gente porca e gente “maleducada”. Quando estes dois “atributos” são facilmente identificados em uma mesma pessoa, daí lascou. Não custa nada você aprender umas lições de etiqueta e comportamento para um convívio melhor de um espaço público. Ou custa? Além de tempo, nada não.

Imagine a situação: um ônibus lotado de estudantes universitários.

Ônibus Universitário

Tá, quase isso.

Qual é a maneira mais educada das pessoas descerem dele? Primeiro, desce o pessoal que está em pé e conforme o ônibus for esvaziando, o pessoal começa a se levantar, sem pressa ou algazarra.

Em uma noite dessas, estava eu num ônibus desses. Assim que o carro estacionou teve gente pulando na frente dos outros como se tivessem visto o armagedon. Sem pedir licença nem nada, esbarrando. E se fosse o caso, não adiantaria correr de um, eles sempre vencem. Armagedon vem justamente pra destruir tudo pela frente e purificar a Terra. Mas adiante.

Na mesma noite tive vontade de matar uma colega minha. Estava eu tranquilo, sentado numa cadeira e revisando a matéria pra última prova. Até aí tudo bem. Depois de um tempo chegou a colega, reclamando do trabalho como sempre. Confirmei algumas coisas só que não dei muita bola.

As cadeiras dessa aula são muito próximas, quase braço com braço. Mas como estávamos no canto da sala, não tem como ficar sentado um do lado do outro, era praticamente um na frente do outro. Meio de lado e o outro de frente. Meio de revesgueio, saca? Depois de um determinado tempo, vocês não vão acreditar, a colega projeta um espirro em cima de mim. Simplesmente espirrou pra onde o nariz apontou: pra frente. Nem se quer colocou a mão na frente. E por sorte ou não, lá estava eu.

Me pediu desculpas e tudo. Mas de que adianta isso depois de um espirro a queima roupa?! Só deu tempo de pensar: “Tu espirrou em mim, foi?! Filha da puta… Sua filha da puta…” (E aí tocou aquela trilha desafiadora do Kill Bill, saca?). Com toda a sorte do mundo, o que me aconteceu? Exato, caí de cama ontem. Praticamente, o dia todo.

Gripe

Tomando leite quente e remédios na cama. Eita saco.

Detesto ficar com dor de garganta. E tinha meses que nem sabia mais o que era isso. Também queria aproveitar este post pra comentar das pessoas que comem pipoca no trem e manuseiam o dinheiro antes e depois de satisfeitas. Um tanto quanto nojento. Só que fica pra outra hora.


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