Eu costumo, as vezes, pensar sobre a vida, o universo e tudo mais. Gosto de estudar comportamento das pessoas também. Só que o último assunto não vem ao caso agora, falarei sobre as minhas filosofias de vida. Filosofia não, mais como costumo encarar momentos de minha vida.
Poker
A vida de qualquer um pode se parece com uma partida de poker. O único poker considerado por mim é o sem limite, ou seja, Texas Hold’em. Poker de 5 cartas não é poker. É uma besteira. Carteado de viado. ABS
Então. Toda mesa que você se sentar precisa milimetricamente conhecer seus adversários. Sério, tem que analisar e estudar suas jogadas. Não é o jogo e sim os jogadores. Tem que ter habilidade. Assim como na vida. Precisa de habilidades para viver bem.
Tem temporadas que você não consegue muita coisa. Já outras sua mão simplesmente é perfeita. Recuar e pular fora de algo é válido. Nem considere uma mão ruim. Encare aquilo que possa encarar. E sempre, eu disse sempre, você terá que pensar antes de arriscar tudo. Não importa o que escolher, você deve arcar com as consequencias e não fugir de seus problemas.
Perdeu meu amigo? Recomece e pare de fazer cagadas assim que possível.
Formula 1
Não gosto de ver a vida pessoal como uma grande temporada com muitos grandes prêmios ao longo do ano. Prefiro deixar isso para a universidade já que ela possui suas primeiras avaliações, segundas e provas finais.
Encaro minhas rotinas estudantis como treinos e corridas de Formula 1. Normalmente, ao longo do semestre tenho 3 ou 4 avaliações. Depende muito do professor, eu sei, mas isso é uma média. Suponhamos que seja assim. Simula vai.
Portanto, encaro as avaliações com poucas notas como os primeiros treinos de uma corrida de carro. Você precisa ir bem para ter uma vantagem inicial, porém nada de muito grave acontecerá se não atingir a média com um trabalhinho aqui ou acolá. Os trabalhos intermediários, antes da nota final, também são treinos pra mim. Quanto melhor me sair neles, melhor estarei para o dia da grande corrida. Pra mim, as provas ou trabalhos extensos são as grandes corridas. Aí não tem desculpa e é obrigatório ir bem, chegar entre os primeiros.
Tenho ido muito bem em minha vida e em meu curso até então, obrigado. Claro que isso faz total sentido dentro da minha cabeça, enfim. Um pensamento que quis passar adiante. Pense nisso. Reflita. Agora. Ou antes de dormir. Tchau.
Neste próximo mês, farei alguns posts sobre redação publicitária. Serão dedicados a história da propaganda brasileira. Vou contar algumas coisas que acabei por descobrir neste pouco tempo de curso e que achei um pouco curioso, as vezes. Na verdade, este post é o mais curioso deles, vamos lá.
Como não poderia ser diferente, tudo aquilo que era dito moderno veio ao Brasil com a fuga estratégica de Dom João para terras brazucas. A comunicação (publicidade, jornalismo e relações públicas), de um modo geral, também veio de navio direto de Portugal para cá, em 1808.
Nem tudo era como nos dias de hoje onde o anúncio é, basicamente, uma foto com o nome e vantagens do produto/marca mais uma frase impactante, um slogan. Alguns podem não saber, mas marketing direto e marketing de guerrilha não existiam neste período. No começo do século retrazado, os anúncios eram curtos e sem imagem ou fotografia alguma.
Quatro exemplos de anúncios veiculados durante o século XIX pelo jornal Gazeta do Rio de Janeiro.
NEGRINHA. Compra-se uma de 12 anos para fóra. Informe-se com Francisco Guedes, rua da Imperatriz.
AMA DE LEITE. Oferece-se uma sem filho, na rua Aurora n. 10.
UM SUJEITO. Vindo ultimamente de Lisboa, se propõe a ensinar as línguas francesa e inglesa.
ALUGA-SE. Um preto bom de cozinheiro, e um bom moleque para criado e copeiro, na rua da Alfândega n. 97.
Por acaso, este tipo de anúncio lembrou você o que chamamos hoje de classificados? Exato. Os classificados já circulavam naquela época e foi a primeira pincelada de publicidade em mídias aqui no país. O curioso são os produtos/serviços que eram divulgados naquela época.
Apesar de jornal nesta época ter uma tiragem muito limitada, os anúncios começaram a ganhar espaço dentro da mídia impressa. E o fato de que apenas uma elite lia estes jornais (porque eram os únicos alfabetizados), algumas vezes acabavam sendo escritos em francês. (Que chique, meu amooor!)
Nada mudou até 1875 onde resolveram anexar junto ao texto publicitário, imagens. Jornais como o Mequetrefe e O Mosquito (ambos do Rio de Janeiro) acabaram ditando este novo formato de divulgação impressa de produtos através de imagens, ilustrações, desenhos e litogravuras.
Nesta época, onde valia muito a opinião do vizinho junto com o falatório da cidade (fofoca/boca-boca), curiosidades aconteceram. Uma delas foi o comunicado de Henri Nestlé a respeito da falsificação de seus produtos, aqui no Brasil.
Farinha Lactea
Eu, abaixo assinado, Henri Nestlé, fabricante da farinha Lactea (farine Lacteé) em Vevey, na Suíça, declaro que tenho um só e único agente no Brasil, o sr. D. Felippone, da rua do Ouvidor n 93, no Rio de Janeiro, e que por conseqüência todas as pessoas, que quiserem ter a certeza de obter o verdadeiro produto de minha fábrica, deverão verificar se se acha escrito no rótulo, em português, o nome do sr. Filippone. Faço esta declaração por ter chegado ao meu conhecimento que se vendem, com meu nome, caixas de farinha falsificada. Vevey, 28 de agosto de 1876. Assinado, Henri Nestlé. Único agente em São Paulo, Henrique L. Levy.
Quando que hoje um presidente colocaria este tipo de comunicado em um jornal? Só no tempo antes do guaraná com rolha mesmo… Este formato durou tempo. Os anúncios foram veiculados até o início do século XX. Mais ou menos por aí.
Ontem, como todos sabiam mas que eu não lembrava nem por um milhão de reais, iríamos todos assistir a uma palestra da rede Record em pleno Anfiteatro Padre Werner, na Unisinos. O nome era sugestivo; Televisão: desafios de um mercado em transição. A idéia principal era justamente falar sobre a Record aqui no Rio Grande do Sul. Falar um pouco de seu crescimento e comentar a maneira com que os caras fazem e/ou pensam sobre televisão.
Eram dois palestrantes: Rodrigo Falcão e André Conti Silva. O primeiro, graduado em jornalismo pela Feevale, passou pelo jornal Correio do Povo e agora é responsável pela linha editorial dos programas de esporte da Record. O segundo, graduado pelo curso de publicidade e propaganda da Unisinos, atua dentro do departamento de Criação e Marketing da mesma emissora.
A apresentação não foi nada chata, mal feita ou falhas de equipamento. Pelo contrário, estava tudo muito impecável. Sabiam o que estavam dizendo, tinham e citavam fontes. Eram comunicativos e sabiam exatamente onde queriam chegar. Porém, nesta parte, confesso que me assustaram um pouco.
Comentavam que hoje o profissional de comunicação, para destacar-se dos demais concorrentes, precisa de 2 habilidades acima das demais:
Criatividade
Oportunismo
Não basta fazer televisão hoje em dia sem nenhuma delas. Concordo, hoje o público está muito mais esperto e sabe que o poder está em suas mãos. Só que somando estas duas idéias, podem acontecer programas como o canal da Record já possui.
Mostraram um case de sucesso: Balanço Geral. Faz um puta sucesso. Muita gente assiste e gosta. O programa, aqui no estado, é apresentado pelo Alexandre Motta. Vamos conferir um trechinho dele.
Trata-se de um programa estilo apresentação dramática do Datena e sensacionalista até os últimos fios de cabelo. Mais um video.
Esta abordagem me parece ser o grande trunfo do programa. Sensibiliza, comove, cativa o telespectador para lançar matérias ou até mesmo publicidade, por que não? Aí, nesta parte, pelo menos hoje, estudante de uma universidade de comunicação, não concordo. Só que isso é mérito do pessoal de São Paulo, este formato não foi criado aqui nos pampas não.
Concordo em fazer do programa um macacão de Formula 1. Precisa vender espaço dentro dele pois nada é de graça. O apresentador também necessita criar um vínculo com o público, mas daí ser ele apelativo? Muitos ao assistirem nem devem se dar conta disso. Assim como quando os palestrantes comentaram que trata-se de uma fórmula que está funcionando naquele horário. Beleza, está mesmo.
Funciona ótimamente bem, por sinal. Só que comparar um Balanço Geral com Jornal do Almoço, não pode. São programas distintos. Um deles, soa mais como informação somado a entretenimento do público. Já o outro, tem um jornalismo mais enraizado. Os padrões normais de qualquer outro telejornal: informação e apresentação de notícias por uma dupla de jornalistas em uma bancada.
Isto, foi outra coisa que passou a me incomodar durante a palestra. Citavam o monopólio da RBS TV. A Rede Record, pra não usar um slogan do CQC mas já usando, estavam correndo atrás deles. Querem uma fatia do bolo. Não importa o que vão fazer ou o que precisam fazer, basta ter mais ibope que a concorrência.
Só que da maneira que falam, estão querendo criar um novo monopólio. A Record quer que o público migre pra ela e só isso. Poxa, cadê a história de fazer um canal diferente para o telespectador, onde mostra uma grade nova e nos dá novas opções em outro canal? Oportunismo vale, porém não tanto.
Ainda citaram pesquisas falando sobre o que o público gostaria de assistir. Entrevistaram pessoas aqui na região da grande PoA. Não sei também até onde uma pesquisa dessas ajuda. Ajuda em ter audiência, só que também para por aí. Usaram algumas vezes a palavra inovar. Me parece que deveriam ter trocado por arriscar, teria sido mais justo conosco, estudantes de comunicação.
Outro ponto importante foi a manipulação que fizeram dos fatos. Contaram a história deles, dos vencedores. Disseram que a Record cresceu muito desde sua estréia em junho de 2007. Investimentos foram feito em equipamentos e pessoas qualificadas. Entretanto, pra quem não tinha nada antes, ter alguma coisa hoje já é bastante, não? Eu posso dizer que este blog cresceu 173% neste último mês em números de visita. Assim me parece bacana contar, o blog está crescendo e bem. Só que faltou mencionar uma parte. Deixo de citar que o fato disso ter ocorrido foi um único post meu que parou no Ocioso. Então, que tipo de crescimento foi esse? Poxa², pessoal da Record, somos estudantes mas não idiotas. ABS
E pra finalizar, não citaram transição da televisão alguma. Não comentaram sobre a era digital da tv, assunto que muitos esperavam. Apenas reforçaram que ela não vai acabar. Isso já sabemos. Jornal não acabou, rádio não acabou, revista não acabou. O que faltou comentar na apresentação é que a tv está perdendo sim seu poder de manipulação de massas. Não precisa mais maquiar essa informação, fica feio ”tapar o sol com a peneira”. No Reino Unido a publicidade na internet já supera a da televisão. O mundo está mudando e nem todos os estudantes de comunicação naquele auditório sabiam desta informação.
Bastavam ter trocado o nome da palestra pra este post não existir. E mais uma vez: somos estudantes n00bies de comunicação, muitos sem atuação no mercado de trabalho e/ou na tv, mas não somos idiotas. Não força a barra que não rola, morô? ABS²
Alguém discorda disso, alguém? Então… Bueller? Ferris Bueller? Alguém?
Nascemos, vivemos e um dia precisamos entrar em uma escola para assim aprender sobre diversos assuntos e não surtamos os nossos papaizes e nossas mamãezes. Lá ficamos, normalmente, oito anos. Com isso, se não houver repetência nenhuma, é concluído o ensino fundamental.
Depois desta parte, entramos na fase onde o aluno, neste caso você,, jovem guarani prepara-se por três ou quatro anos para o vestibular. Se nada de pior acontecer, você consegue concluir esta etapa do famoso segundo grau. O famoso colegial também, aquele dos tempos do teu pai, lembra das histórias contadas pelo velho? E agora você está com o que: 16, 17, 18 anos talvez?
Já no último ano desta etapa você deve ter se preparado para enfrentar o vestibular para no próximo ano não ficar coçando o saco em casa e continuar seus estudos, não é? Agora, a etapa é mais séria, ou seja, trata-se de uma graduação. Após o curso concluído, você será um diplomado e terá direito a prisão especial se caso sua vida sair dos trilhos.
Aí já são quantos anos, no mínimo uns 16 anos de estudo, confere? Já me perdi mas deve ser por aí… Fazendo uma breve retrospectiva de sua vida acadêmica, você perceberá que não se diferem os perfis de seus professores ao longo destes anos. Explicarei.
Separei alguns tipos que consegui identificar neste período:
O Bonzinho: Este professor acaba sendo um amor. Ele te entende, não te cobra coisas bestas e te acha muito bacana. Quase que um amigo mais velho, se é que podemos classificar-lo desta maneira.
O Feio, Bobo, Chato e Cara de Melão: Este é todo ruim. Nada presta neste maledeto. Não consegue manter sua atenção durante as aulas. Isto é preocupante, pois as vezes o assunto pode ser interessantíssimo mas não existe um bom profissional para dar conta do recado. Aí, você opta por fazer comunicação e não física, por exemplo.
O Que Não Tá Nem Aí: Pra ele, tanto faz como tanto fez. Costuma te passar com boas notas no final do ano mesmo sem ao menos fazer idéia de qual é o teu nome. Ele apenas quer ganhar o dinheiro dele no final do mês sem muito esforço, seguindo um livro qualquer e sem maiores complicações.
O Engraçadinho: Este é delicado já que se forçar muito pode ficar complicada a relação e desgastante. Pode entrar num clima quase que ridículo, só que o cara não se toca. O velho título do Professor Engraçaralho.
O Mão de Ferro: Que fala grosso, alto e te toca tarefa até dentro das orelhas. De todos estes que já peguei por aí ao longo dos anos, este é pra lá de complicado. Não existe uma relação nem troca de nada entre professor-aluno. Ele impõem e você obedece. Simples assim.
Me parece que estes são os principais, os mais gritantes, os roots. Quem difere deles é algo como uma derivação e não mais um tipo de perfil. Entende? O bacana de ver é que professores, eles não mudam nunca! São os mesmos, comece a notar isso.
Professor de jardim de infância, ensino médio, segundo grau, faculdade e universidade são todos iguais. Qualquer professor seu terá um perfil próximo destes que citei acima. Mas se você se lembra de algum deles é porque marcaram a sua vida, seu ensino, de alguma maneira. Na nossa vida só existe espaço pra duas referências: a boa e a ruim. Pense nisso. Porque é verdade.
Calma, não estou gripado. Estou é sofrendo as consequencias deste vírus filha da puta em minha humilde vida de universitário. Por que o desabafo? Oras, minhas aulas eram para recomeçar dia 3/8 (segunda-feira) mas acabaram sendo adiadas para o dia 17/8, duas semanas depois.
O comunicado oficial da universidade foi este:
A Unisinos acompanha a recomendação do governo do Estado para evitar a propagação da gripe A (gripe H1N1) e adia o início das aulas dos cursos de graduação, formação específica, pós-graduação (especializações, MBAs, mestrados e doutorados), extensão e Unilínguas, do dia 3 para o dia 17 de agosto.
A determinação é válida para o câmpus de São Leopoldo e também para as aulas que acontecem na Escola de Design Unisinos, em Porto Alegre, e para as pós-graduações em Caxias do Sul e Bento Gonçalves. As demais atividades da universidade continuam funcionando normalmente. As definições sobre compensação das aulas serão anunciadas na próxima semana. (JU ONLINE – Jornal da Unisinos)
O que achei? Não gostei nenhum pouco. Já tive aulas boicotadas por professores em greves passadas do município e não é nada bacana. Tá certo, o contexto é outro, porém é aquele negócio: tira daqui pra colocar lá na frente. E se não colocar, vou ficar sem duas semanas de aula? Poutz, palhaçada..
Como se o pessoal deixasse de sair de casa também. Isso só faz diferença no quadro letivo. Já que isso está sendo feito desta maneira, espero que ninguém repasse ou pegue isso lá dentro. Não seria nada legal para as pessoas envolvidas, pois o pessoal não perdoa. É quarentena na certa.
Existem outras 23 univeridades que aderiram a esta suspensão de aulas. Não encontrei todas, aqui do RS eu sei que é a PUC, UFRGS, a de Passo Fundo e a própria Unisinos.
Você pode acompanhar meu blog sem sequer visitar mais o template. Acompanhe apenas via feed e seja feliz. Apesar de você ser sempre bem-vindo aqui para comentar o quiser. ABS a todos os envolvidos. =)