Já bebeu seu leite hoje?!

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Pessoas são complicadas.

Sep 6, 2008 Auor: Hamilton | Anezado em: Discursando, Mi Vida Conmigo

Nos últimos tempos venho observando as pessoas. Noto que elas, por culpa de um stress ou meio onde vivem, não se interessam mais em fazer novas amizades.

Passamos por algumas dificuldade ao fazer uma nova amizade nesse mundo globalizado onde vivemos. Seja no trabalho, na faculdade ou na rua, tanto faz. Os cidadãos (sem distinção de sexo quando digo isso) não acham que podem fazer uma amizade real. E isso não é um fenômeno deste ano, já vem ocorrendo a um certo tempo. Mas me dei conta neste ano.

Não querer conhecer uma pessoa é algo, vamos resumir a uma única palavra: idiota. Mas idiota em qual sentido?! Idiota no sentido de nem querer escutar o que a pessoa tem a dizer, ou seja, partir do pressuposto de que o indivíduo não irá acrescentar nada em sua vida. Pra mim, soa suficientemente estúpido. Ou será que não?!

Confesso, já coloquei pessoas sem noção na minha lista de amigos ou conhecidos banidos, mas tive razão para isto. Não importa o motivo ao qual essas pessoas foram parar lá, o ponto em que quero chegar é que eu deixei a pessoa contar seu discurso, deixei ela se expressar. Tanto deixei que acabou contando o que pensa sobre cultura, trabalho, mulheres, dinheiro, o mundo, tecnologia… Daí, se não gostar do discurso é quando avalio negativamente pensando algo do tipo: “É… GAME OVER.”

Semestre passado na faculdade tentei experimentar fazer novas amizades. É, simples assim, por esporte e pra ver como me saía. Antes de chegar no ponto de conhecer alguém, tive de furar o bloqueio de algumas para assim poder conversar. Isso já é outra idiotice, mas tudo bem, tomo a iniciativa nas primeiras 5 rodadas. Mas depois disso acontecer, por que razão continuar na defensiva?! E outra, se alguém vier falar contigo com um discurso mais ou menos interessante, por que não escutar?! De repente aparece aí uma conversa…

Gosto quando pessoas me surpreendem e mostram sua opinião forte. São poucas, mas quando isso ocorre, acredito nelas. Acredito que existe algo de forte dentro delas ou algo parecido com isso. Resumindo em termos da “blogosfera“: eu assino seus “feeds” e passo a comentar em seu “blogs”. Então, a partir daí cria-se um diálogo que na maioria das vezes é construtivo para a vida ou no mínimo interessante para passar o tempo.

Não estou propondo ser amigo de todos que estão no meu orkut, nem quero. Só que deixar de conhecer alguém interessante por uma defesa natural é uma tremenda idiotice. Afinal, o ser humano é comunicativo e necessita que haja comunicação. Tá bom, até parece que sou só eu quem gosto de conversar, ok.

  • UP: Ah, parei de contar. Sou tão péssimo nisso que acabei de perceber que havia contanto assim nos últimos posts: “168, 169, 173. Definitivamente, não sei contar. Mas sei tocar guitarra. Puta madre.

#173 - Cleptomaníaco não é ladrão.

Sep 3, 2008 Auor: Hamilton | Anezado em: Bobagem, Discursando

Começo o post com uma pergunta capciosa: já reparou que a moral está relacionada diretamente com a necessidade e liberdade humana?! Então, percebendo e admitindo que temos essa liberdade de opção e de decisão é que se pode responsabilizá-lo pelos seus atos.

Uma pessoa precisa saber o que está fazendo para ser denegrida moralmente. Peguemos o caso do cleptomaníaco, aquele cara que rouba por roubar, por não se dar conta disso. Definição? Tudo bem, vamos definição:

  • Cleptomaníaco: sf. impulso mórbido para o furto. “Problema na cabeça”.

Um cleptomaníaco não é um ladrão, portanto, não pode ser julgado moralmente. Claro que se falando em leis ele está totalmente errado, roubou é sempre roubo e pronto. Mas, durante o ato do roubo, não sabia o que estava fazendo. Interessante. Ou não. Um exemplo ajuda a visualizar melhor a situação.

Jesus e Judas são amigos (nomes meramente fictícios, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência). Amigos de verdade, daqueles de sentar a mesa juntos para comer e dividir o mesmo copo de água, sabe?! Sim, significa.

Suponhamos também, certa vez, que Judas resolva roubar um talher da casa de Jesus em uma refeição qualquer. Em uma avaliação imediata, sua condenação se surge pois roubar de um amigo não tem desculpas. Se tal ação não tem desculpas, Jesus nem ninguém pode atribuir a ele tamanha responsabilidade.

E se ele precisou cometer o roubo? Não interessa, isso também não vai justificar nem melhorar nada, vamos continuar a reprovar sua atitude. Mas aí vem um novo evento, descobrimos que Judas é cleptomaníaco. Agora, tudo muda.

Depois de saber que Judas é um “doente”, que ao pegar um talher da casa de Jesus não estava consciente e não pode assim escolher se roubaria ou não a peça de metal. Não podemos criticá-lo moralmente, não seria justo. Neste caso, o que salvou Judas de ser considerado ladrão foi a sua falta de liberdade a praticar a ação.

Portanto, se pensar em roubar ou furtar algo de alguém e por ventura ser pego por isso, diga que é um cleptomaníaco. Provavelmente, as pessoas vão te olhar com outros olhos por elas não poderem te responzabilizar e talvez tu tenha até uma redução de pena, dependo do juiz.

#165 - Sobre a moral.

Aug 25, 2008 Auor: Hamilton | Anezado em: Discursando, Mi Vida Conmigo

O assunto veio de um outro blog, não especificamente ou exclusivamente sobre moral, mas convidava o leitor a fazer uma análise sobre alguns determinados eventos. Se estiver interessado, pode ler o post do qual falo tá aqui, no blog do outro Nunes.

Se não contei pra vocês, estou tendo aula de Ética da Comunicação nas quintas-feiras. Ainda não chegamos nesta parte, primeiro estamos discutindo o que é ética, logo, quando se discute ética, também acabamos discutindo sobre o que é moral. Então, vamos a 3 boas definições (ou quase isso) do que significa moral:

  1. Vida boa, vida feliz: É o desenvolvimento de virtudes ou prazeres que te façam bem. Auto-realização também conta, já que uma carreira de sucesso trará felicidade a você.
  2. Moral social: O sentido da existência humana não é alcançar a felicidade, mas o de conservar e promover a vida de todas as pessoas e de cada uma delas. Claro que sempre objetivando a solução de conflitos de uma forma pacífica.
  3. Moral comunitarista: O ser humano só torna-se maduro quando se identifica com uma comunidade concreta. A comunidade é a detentora das concepções de virtude e normas que configuram as pessoas.

Depois de ser apresentado a 5 grandes pensamentos durante a última aula, escolhi esses 3 para a prática pessoal. Quando falo que escolhi, não é que a partir de hoje eu vou praticar esses ensinamentos e dizeres para assim ser um “cara legal”, não é isso. Geralmente, pratico há um bom tempo os 3 pensamentos de uma forma misturada. Mas parar pra pensar nisso, durante uma aula, fez com que minha cabeça explodisse.

Por natureza costumo pensar no coletivo. Essa foi uma das virtudes que meus pais me ensinaram, pelo menos um deles. Não é sempre bom pra mim, mas não consigo pensar em primeiro momento no individual. E sobre os 3 pensamentos acima, tem de pensar e analisar em todos como forma de contribuir, já que um acrescenta o outro.

Todos nós somos resultados de uma moral o tempo todo, percebi isso semana passada. Todos temos uma origem, relações familiares, ensinamentos dos pais (algumas virtudes e alguns defeitos), uma comunidade, um país, enfim, temos um grande conjunto de virtudes.

Durante toda a vida, em cada dia da vida, somos convidados a nos posicionar sobre nossas virtudes e mostrar quais são elas, pra isso basta apenas se relacionar com alguém. Ao fazer esse posicionamento, coisas acontecem. Sei lá, coisas… As vezes é preciso pensar sobre o que fazer e como fazer, para daí, fazer. Ok…

Pensar sobre a moral pode ser algo extremamente interessante para uns ou imensamente irritante para outros, só que conhecer o mínimo e refletir sobre o assunto ajudará qualquer um de nós a não se parecer tanto com um animal.

E para uma melhor reflexão, Kant (é, joga no google!) nos deixou 3 perguntinhas “simples e fáceis” de se responder:

  • O que posso conhecer?
  • O que é permitido esperar?
  • O que devo fazer?

Bom, vamos parar por aqui, muita filosofia por hoje já… Chega, minha cabeça dói e, acho, que saí um pouco fora do assunto. Acontece.

Nós brasileiros temos sempre uma opinião para dar, ainda mais quando se fala em esportes. Seja no futebol, basquete, handball, não importa, temos qualquer opinião formada sobre os jogadores e sobre o esporte em si. Eu acho ótimo, mas isso muitas vezes não é justo nem sincero.

Quando a nossa seleção de futebol masculina perde, que é detentora de 5 títulos mundiais de futebol, dentre vários outros títulos também, é normal alguém tacar a boca e falar mal do jogo. Seja porque um jogador falhou, deixou de acertar, o plantel não convenceu, o técnico é burro, enfim. Sempre tem um problema único.

Acredito que as vezes até tenha mesmo, pois se o atacante não marcou um gol que estava na cara que era muito fácil e simples, deve ser criticado sim. Mas quando isso acontece, a culpa é exclusivamente destes fatores e todo torcedor tira o corpo fora para só descer a lenha.

Ora, quando a gente perde em um esporte coletivo é culpa de uma única pessoa ou fator?! Até pode ser, mas o comum é ser culpa de uma única pessoa?!

Estou escrevendo este post por uma indignação alheia, não é minha, mas da atleta Maurren Maggi. Ela, hoje, é a mais importante atleta nacional sendo a primeira e única mulher a conseguir uma medalha de ouro em um esporte individual. Pelo menos é o que o pessoal vêem dizendo desde ontem, quando ela conseguiu sua medalha de ouro no salto em distância com 7,04m.

Com certeza ela precisa de todo esse reconhecimento e muito mais. Esse reconhecimento é pouco para quem há 4 anos não pode participar das olimpíadas por ter sido pega no exame de doping. Foi algo triunfante e sensacional, sem dúvida um feito nunca alcançado antes, parabéns.

Mas o que me irrita é que essa conquista foi “nossa”. O pessoal que critica o esporte coletivo e costuma culpar uma única pessoa por isso, considera que ela trouxe uma medalha para o país, para “nós”. E isso não é bem verdade, ela trouxe uma medalha PARA ELA. O momento é dela.

Ora, se no esporte coletivo a culpa é exclusiva de um único personagem queria que, pelo menos agora, a glória fosse dirigida para uma única pessoa em um esporte individual. Isso é ser justo. Assim como o Marcelo César Cielo e a Maurren Maggi, merecem todos os reconhecimentos mesmo. Foram eles quem conseguiram e não “nós”.

E não adianta em nada comentar que o Brasil perdeu a semi-final pra Argentina e culpar um ou outro jogador. O time jogou pior e o outro melhor, tem de reconhecer. Até aquele parado do Riquelme estava marcando no jogo, impressionante.

Depois também não sabem porque jogadores de basquete, que tiveram pouca ajuda aqui no Brasil, quando concretizam uma carreira nos EUA não querem nem saber de jogar pela seleção. Como vão jogar se a culpa de algo de errado será deles? Nunca deram nada pra eles, agora que são grandes, precisam dar algo ao Brasil só por que são brasileiros? Não concordo com isso, bem que eles fazem.

#162 - Fumar é muito imbecil.

Aug 19, 2008 Auor: Hamilton | Anezado em: Bobagem, Discursando

Existem vários motivos para uma pessoa racional não fumar. Pra mim, no mínimo existem 3 motivos gritantes para alguém não fumar. São eles:

  • É um puta gasto de dinheiro desnecessário:

Se você é desempregado, pobre ou miserável aí está um problema a ser enfrentado: como sustentar o vício? Cigarros não são baratos. Normalmente, custam mais que boas balas ou chicletes. Nada mais humilhante que não poder sustentar o vício, se for fumar de verdade, isso é o mínimo.

  • Pessoas que fumam fedem a cigarro.

O cheiro das pessoas que fumam é muito forte e não muito agradável. Não é questão de frescura, é fedorento mesmo. As gurias até disfarçam pois evitam ficar segurando o cigarro entre os dedos e também usam perfumes, mas já os caras… Que se tomarem banho durante o dia é muito, esses não dão pra aguentar.

  • Fumar faz mau à saúde.

Preciso comentar? A fumaça dele, junto com todas as outras porcarias, te mata em longo prazo além de prejudicar o sistema respiratório desde o primeiro cigarro. Tem pólvora além de muitas outras coisas.

Então, pra que as pessoas gastam dinheiro com algo que deixa elas fedorentas e pode provocar a morte em longo prazo? Acho que ainda é questão de imagem, rebeldia, só pode ser. Eu sou a favor do cigarro apenas em tempos de guerra. Ajuda a ficar acordado, atento e a passar o tempo. Pode ser o melhor amigo de um soldado em uma trincheira.

(Se bem que hoje, trincheiras não existem mais…)


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