A vida de Mark Zuckerberg tornou-se filme, pelo menos uma parte dela sim. Ele é o grande cara que está por trás da rede digital chamada Facebook que ganhou inúmeros seguidores e posição no mercado. Assisti ao filme The Social Network: A Rede Social.

O mundo era outro. A rede social da época era o mIRC local, de cidades. Nos tempos pré internet rápida, tínhamos basicamente o final de semana para navegar pela internet. Recordando sobre este mundo, lembra de como era a sua interação com o computador? Com a internet? Com blogs? Eles já existiam naquela época, mas nada como esta blogosfera em expansão de hoje. Sendo focado no universo dos diários, não copiávamos ainda blogs gringos naquela época.
Nem todo mundo tinha blog em 2003. Lembro que comecei meu primeiro blog justamente neste ano por causa de aulas de informática. Eu não finalizei o curso e o blog veio a falecer meses mais tarde. Enchi o saco de atualizar meu diário virtual. Rendeu boas risadas, mas ficou por aí. Trimestres depois, criei um outro que acabou morrendo por volta de meados de 2005. O primeiro não morreu em vão pois serviu para começar um grande blog, hoje com mais de 7 anos, chamado Grande Abóbora, o blog do meu irmão.
Voltando um pouco para 2003, o interessante era blogar por blogar. Apenas o fato de você ter um blog para contar sobre como foi a aula de hoje, desabafar do dia de cão ou publicar piadas de tiozão era genial. Mesmo apenas sendo uma idéia de diário. Mesmo sendo só isso. Era genial pois você parava para elaborar um texto, fazia imagens, saia para festas ou atualizava ele da sua maneira. Era seu. Um produto cultural produzido através do seu intelecto.
Os blogs não se resumiam apenas a replicar ou copiar conteúdos. Você absorvia cultura e replicava a sua opinião em forma de resenha, normalmente. Não existia o “Blog como Negócio”. Estava muito longe disso.
Sinto falta de blogs originais, com conteúdo próprio. Conteúdo com uma história de alguém contando como foi seu primeiro semestre na universidade, por exemplo. Experiência de vida. Blogs pessoais como um dia este daqui já foi.
Ah, e sobre o filme? Bom, você já deve ter lido algumas resenhas sobre ele antes de parar por aqui. O que você precisa saber sobre ele é que ele te inspira a fazer algo novo. Você ao assistir tem vontade de fazer um curso de computação para programar a sua própria rede social.
No final da película você vai descobrir que o final é muito fraco. Mas pode ficar tranquilo, nada suficientemente tosco para estragar o que foi contado antes disso. Apenas terminaram daquele jeito justamente para ter um final. Porque se o filme terminasse quase sem final como Onde os Fracos Não Tem Vez, pessoal ia cair em cima reclamando. Se você está afim de ler uma boa crítica do filme, clique aqui.
Assista ao filme que vale a pena. Recomendo.