Já bebeu seu leite hoje?!
Me iludiram, enganaram, me venderam lebre ao invés de coelho e garanto que riram da minha cara por isso. Calma, vou explicar.
Estou falando de signos zodiacais. Se você ainda não sabe, nasci no dia 23 de outubro. E o que é isso, qual signo pertence essa data?! O livro que me ensinou muitas coisas (num tempo muito, muito, muito distante, tempo esse até então sem internet) sobre a vida, mistérios, o universo e tudo mais, mas principalmente: sobre os signos.
Cansei de escutar coisas do tipo: “Qual teu signo? / Ah, sou de 23 de outubro, acho que escorpião. Por quê?! / Ai, escorpião…?! Vingativo, orgulho e frio… hehehe / WHATHELL?! Vai me dizer que tu acredita nessa bobagem?! / Ai, alguma coisa tem a ver né, nunca leu nada sobre o assunto?! É muito interessante. E funciona.”
Aí, neste exato momento, a pessoa já perdia os pontos comigo. Acreditar em signos pra que?! Escrevem esse tipo de coisa apenas porque existe um público que compra e aprecia, se não ninguém falaria nada. Assim como astrologia, se eu tivesse nascido no dia 31 de dezembro de 2000 seria destinado a uma vida tal, mas se nascesse no dia 1ª de janeiro de 2001, no novo século (UUUUUUUUUIII), teria outra vida?! ¿Por tu puta madre?
Querem explicar comportamento e “destino” de formas absurdas e idiotas. É a única maneira que o grande povo tem de entender, “aceitar” aquilo que é algo extraordinário e já está escrito?! A coisa não funciona desse jeito. Como eu sei? Olha, não posso confirmar, mas alguém deve ter começado com essa estória absurda aí pra provavelmente ganhar uma graninha ou só pra brincar com a cabeça do povo. Hoje em dia ainda tem crente sem informação, imagina séculos atrás.
Mas voltando ao assunto, depois de mais algumas perguntas como aquelas ali em cima cheguei a um conflito: o dia 23 de outubro pertence ao signo de libra ou escorpião?! De uns 2 ou 3 anos pra cá venho escutando que esta data é o último dia de libra e não o 1ª dia de escorpião como tinha na minha cabeça.
E aí veio a parte mais interessante: meu perfil mudou ao longo da minha vida, por uma simples falha de comunicação? Até pouco tempo atrás era apedrejado por ter um caráter vingativo, egoísta, frio, esquisito e todas essas bobagens. Hoje, quando falo que sou libriano o “pessoal entendedor do assunto” me “respeita” por ser uma pessoa equilibrada, calma, serena, pensativa e estrategista. Até ficam mais comunicativo, pode?! Então… Tá.
Mas me explica uma coisa, perfil de zodíaco dá pra explicar apenas olhando a imagem do animal ou coisa, não?! Tipo, se eu tivesse inventado o zodíaco de lagarto poderia descrever algo mais ou menos assim: uma pessoa fria, “pegajosa”, gosta de morar em lugares quentes, aprecia comer ovos de aves, também pode ser muito forte quando necessário e possui, geralmente, um comportamento afobado. (?) Isso nada mais é que a descrição de um lagarto. Só faltou dizer que pessoas assim podem nascer com pele verde e “desenhar” uma constelação no céu. Enfim.
Me espanta saber que esse tipo de bobagem pode ainda ser fluente nos dias de hoje. Tu faz o que tu quiser da tua vida e quem forma o caráter de alguém é a família e o lugar de origem da pessoa. Junto com algumas experiências de vida do cara, nada “está escrito nas estrelas”. Isso é só uma maneira fácil de compreender melhor as coisas e, principalmente, de aceitar fatos que acontecem na tua vida. Antigamente, o trovão/relâmpago era a fúria de algum deus. Tem que aprender a questionar as coisas.
Vou revelar o livro onde se encontra todo o meu conhecimento zodiacal, conhecimento de toda uma vida infantil: no Manual do Bruxo Merlin. Ele também ensina muita coisa sobre sorte, azar, sonhos e algumas mágicas e truques.

Todos estão acostumados a associar o Batman com a figura do playboy intitulada de Bruce Wayne, caucasiano, por volta de uns 30 e poucos anos, certo? Errado. O verdadeiro Batman é encontrado na República de Singapura e recém completou a maioridade.
Tá duvidando?! Acha que tô falando alguma asneira?! Claro, já previa isso, por essa razão eu trago um scan da carteira de identidade do rapaz. E reparem, de repente, até pode ser o Batman e o Super-Homem na mesma pessoa. Bom, se o Acre existe, existir alguém com o nome de Batman Bin Superman não é nada extraordinário…

Nesse fim de semana preciso assistir ao filme, se não vou ter um treco. Muitos já olharam e disseram que é pra lá de fod*. Comentários do tipo de fazer o filme Batman Begins parecer com a série dos anos 60.
Não resisti. Depois de ter escutado o Nerdcast de hoje sobre Os Brinquedos dos Anos 80, tive que escrever um post de meu Top 5 Brinquedos de Infância. Nasci na metade da década dos anos 80, mas como de prache, herdei alguns brinquedos de meu irmão e também a década de 90 não foi tão distante assim dos anos 80, falando em brinquedos. Sobre moda foi gritante.
Eu nunca gostei de brinquedos educativos. Odiava aniversário, sempre. Talvez seja por isso que até hoje não goste de nenhum pois detestava ganhar cuecas. Nossa, na tua festa de aniversário sempre tinha aquele “coleguinha” do qual a mãe dele te comprava cueca de presente, lembra? Se tu não ganhava cuecas de aniversário, ganhava meias, vai dizer? Geralmente, sempre vinham em pares, enfim.
Não vou comentar sobre presentes frustrados, este post é sobre coisas boas. Mas tinha (acho que ainda tenho) uma madrinha que errava todo presente. Sempre. E outra que sempre acertava. Mas não falarei delas aqui, não agora. Vamos pro Top 5 Brinquedos de Infância.
5 - Carrinho de Controle Remoto

Sempre gostei de carrinhos. Hoje ainda gosto. Acho muito sensacional um carrinho a fricção ainda. Poxa, ele abre portas, são carros de luxo, sempre foi barato.
Pra criança que gosta de carrinho, o que seria mais legal de brincar: um carrinho de madeira que tu brinca puxando uma cordinha ou um enorme carro de controle remoto? Cara, carro de controle remoto!! Tu controla ele, vai pra onde quiser. Idéia mais sensacional do mundo, depois do video game pra mim. Foi, até o dia em que ganhei o meu.
Ganhei um que no carro, sem mentira, iam 8 pilhas AA. Tem noção do que são 8 pilhas? Fora o controle, que eram mais 7. Foi irado esperar as 15 pilhas carregarem pra fazer meu primeiro test-drive. Depois de pronto, fui pra rua fazer um circuito e correr com meu novo brinquedo.
Que frustração: a brincadeira durou umas 2h, se tanto, e o que é pior: o alcance dele não era muito longe. Sei lá, tipo uns 10m? Depois da 5ª vez não tive mais muito saco pra esperar dias pra carregar as pilhas e gastar tudo em alguns minutos, larguei de mão. Mas depois da bicicleta, foi minha 2ª sensação de liberdade.
4 - Boneco dos Cavaleiros do Zodíaco

Quem é o moleque que não gostava do desenho? E os bonecos não deixavam por menos, eram excelentes. Toda articulação que um bom boneco deveria ter e o mais legal, vinham com as armaduras iguais as do desenho.
Eu cheguei a ter 3: Fênix, Cisne e o Andrômeda. Só perde pra 1 boneco (que logo logo falarei sobre) quando o motivo é diversão.
Pena que depois de velho descobri que o desenho é uma enorme porcaria, além de muito mau animado.
3 - Arminha de Brinquedo (Arma de Pressão)

Antigamente não havia toda essa malandragem que há hoje, nem toda essa violência também. Era comum as crianças brincarem de polícia e ladrão, de sequestro, invasão, de caçada. Então era permitido andar com arma de brinquedo pra lá e pra cá, como se fosse normal. E era. Só que hoje, se uma criança andar com uma na rua ou é assaltante ou o pai é um irresponsável e deixou seu filho brincar com a arma de fogo da família.
Adorava minha primeira, acho que única também, arminha de pressão. Até então brincava com uma arma de espoleta, réplica de uma pistola .38, que podia ser carregada com bolinhas. Mas apenas 8 de cada vez, coisa que não fazia dela não ser uma arma muito prática. Nem espetacular.
Só que meus olhos brilharam, minha garganta ficou e meu coração bateu mais forte quando a Madrinha Boa me deu uma réplica de Bereta de pressão e toda cromada. Tá, não era, mas na minha cabeça a arma era todinha cromada. Com muita munição (bolinhas de plástico), achei ótima. Era mais pesada, acertava um tiro mais forte, tinha uma mira melhor e no pente dela cabiam até 15 “tiros”!!
Foi o máximo, um dos meus melhores brinquedos de todos os tempos. Sem dúvida nenhuma.
2 - Comandos em Ação

Estes eram os bonecos mais bem projetados que já existiram. Deveriam não ter parado de fabricar, tá certo que hoje a criançada é mais ligada a tecnologia e jogos, mas esses brinquedos eram demais.
Toda a idéia do bem contra o mal. Comandos contra Cobras. Sem contar articulações, acessórios, peças e tudo mais que havia para melhorar a brincadeira.
Tive muita noção de anatomia humana e engenharia de bonecos a partir deles, acredita? Pois bem, desde muito pequeno eu tive curiosidade em destruir meus brinquedos. Mas desde sempre mesmo. Então, certa vez, quando um boneco destes quebrou (que era comum arrebentarem o elástico que tinham por dentro da barriga) resolvi consertar.
Fui até a oficina de meu avô (que ficava em frente a minha casa), pedi uma “chave de fenda estrelinha” e consertei um dos bonecos que mais gostava: um cobra. Tirei a alma de um comando (este elástico) que estava inteiro e coloquei no boneco que havia arrebentado. Não deu outra. Depois daquele dia minha noção nunca mais foi a mesma.
Comecei a fazer autópsias mais seguidamente e os bonecos começaram a ficar mais massas ainda!! Era tronco e cabeça de um, braço biônico de outro, pernas de terceiros. Estes bonecos eram sensacionais. Sem contar que duravam pra caramba: resistência ao frio, quedas, mordidas de cachorros, quase tudo. Menos a fogo, eles derretiam bem rapidinho, enfim. Principalmente o bombeiro dos comandos, aquele de capacete azul. hehe
1 - Veículos de Comandos em Ação

Se os Comandos em Ação já eram massa pacas, os veículos apenas ajudam com a fantasia toda. Tinham aparências bizarras, eram grandes, muitas armas, alguns faziam som e outros alguma coisa em especial. Sem contar que tanques era normal ter vários lugares, como do tipo: 2 para dirigir, 1 pra ficar em cima da torre e mais espaço pra 3 bonecos dentro, totalizando um veículo que carregava uma tripulação de 6 Comandos.
E tudo cabia e encaixava direitinho, sem forçar nem nada. Sem ter folgas. O veículo que mais gostava era um avião, não sei o tamanho, mas deveria ter 1m e pouco. Imagina, pra uma criança. Era um avião/nave que se tu puxasse uma alavanca perto da base da turbina tu acionava o trem de pouso. Genial!!
E ainda tinha espaço para 2 bonecos. Foi o melhor complemento de todos os brinquedos já inventados, com certeza. Sem contar que também não estragavam com terra nem com terra.
O site manbabies.com trás várias fotos de “papaizes” e “filhotezes” numa foto com os rostos trocados. A regra não precisa ser necessariamente o pai segurando o filho no colo, apenas tem que constar os dois na mesma foto. Algumas ficaram bem engraçadas, tipo essas:







Algumas ficaram fora de série, muito bem editadas e engraçadas (já disse isso). Tem mais fotos no próprio site da manbabies.com.
Fonte: Folha Online