Arquivado em January, 2009

Lá em meados dos anos 2000, quando eu tinha 15 anos, adorava receber a notícia de que meus pais iriam para Tramandaí, uma praia aqui do litoral norte do Rio Grande do Sul. Esse tipo de evento só poderia dizer uma coisa: no parents in the house!
Sem pais em casa, apenas um irmão mais velho, teoricamente, ficaria muito fácil de sair de noite, beber pra cacete e voltar só no dia seguinte sem saber como ou de carona com algum amigo em comum por aí. E o que era melhor: não precisava dar satisfação de nada pra ninguém.
Outra coisa legal de ficar sem pais em casa era fazer zoeira pela casa toda desde a sexta-feira de tarde até o domingo depois do almoço. Se caso algo ficasse sujo, perdido ou quebrado, era rapidamente resolvido nos últimos 20min antes da autoridade residencial chegar. As vezes não dava, quando não ligavam, claro.
Isso dos pais ligarem antes de sair do destino e dizer que estão voltando pra casa pode-se traduzir, de certa forma, desse jeito: “Moleque, arruma a casa que estamos chegando e ai de ti se tiver algo fora do lugar, ai de ti…!” Nunca foi pra saber como realmente estamos em casa, nunca foi. Nem nunca será!
E era comum fazer umas coisas bizarras como comer sorvete de colher na cama, não estender a toalha do banho logo em seguida e ainda sair molhando a casa toda, não lavar a louça do dia, estas coisas toscas e rebeldes de filhos travessos. Mas quando você é “di’menor” acaba sendo sensacional.
Hoje, no auge dos meus 23 anos, não tem mais nenhuma graça. Nenhuma mesmo pois já moro sozinho, então, quando meus pais não estão perto não faz mais a mínima diferença. Na verdade faz sim, nestes dias não tem almoço feito por eles e não tão por perto se acontecer alguma merda. Fora isso… Normal.
Hoje com toda essa internet e recursos, gadgets, não tem mais como viver perigosamente em casa quando os pais saem. Os tempos mudam… E as pessoas envelhecem: fato.
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Como todo terraqueo deve saber, pelo menos os latinos americanos, a banda inglesa Radiohead fará show no mês de março em São Paulo e Rio de Janeiro. E como sou fã e uma amiga resolveu organizar ônibus pra ir, não pude mesmo deixar de garantir meu site.
Comprei ainda no mês passado mas como o ingresso não é do meu estado, tive de esperar até semana passada para recebê-lo. Chegou aqui na última sexta-feira.
Não estava nem ligando ou preocupado com o design do ingresso. Pensei ser algo simples, como qualquer ingresso de show normal: papél moeda, formato retangular e com uma tira metálica em alguma parte para validar o ticket.
Quando abri a encomenda, tive uma surpresa, o ingresso era um cartão muito bem feito e dizia: Radiohead + Convidados Especiais São Paulo!
Veja algumas fotos:






Tinha tempo que não havia uma produtora com tal carinho com um show. Ainda bem que alguém pensou nesse detalhe que parece bobagem, porém se puder voltar com ele pra casa, será pra mim, mais que um troféu de sobrevivência daquele dia. Será um grito de “Eu fui, eu vi!”. Mais outra história para contar pros netos.
Indo pra lá de bus. Do RS para SP de ônibus! Promete hein. Depois do dia 22/3, com certeza terá posts por aqui falando da bizarra e divertida viagem. Viagem de ida e volta para um show que é aguardado por tanta gente e por muito tempo.
Aguarde. Contagem regressiva já: menos de 2 meses… Preparem os iPods que eles estão chegando!
- Pra quem não sabem quem são os convidados ou tá por fora, são eles: Vanguart, Los Hermanos e Kraftwerk. Quem me conhece não aguenta mais eu dizer isso, mas pela última vez: espero muito mesmo não dormir no show do Kraftwerk.
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Dae gurizada medonha! Continuamos o podcast da vaca digitalizada com mais um programa. Neste episódio estou ao lado da Mari e do Marcus falando e comentando sobre indiada.
Neste episódio falaremos sobre indiadas das quais passamos, presenciamos ou quisemos passar. Pra você que não sabe o que é uma indiada, escute o podcast agora mesmo e seja feliz.
Escute, comente, mande email, reclame, interaja, divulgue, xingue. Esse é mais um espaço que você pode usar e abusar, sinta-se a vontade. Dá o play aí! Ou abaixa, pra mais tarde…;) (Se quiser mandar email, endereço é o seguinte: grandevacabit@gmail.com .)
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
Pra quem não quiser escutar com o player, também pode baixar pelo link abaixo. Então, tá esperando o que?! Abaixaí!!

(Não esquece, salvar destino como…)
Assine o feed do programa >>>>> aqui <<<<<. Ou visite o site do programa. Beijos, me linkem ou nos linkem…
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Raposa? Ursinho? Não, olhe com mais cuidado…
Mario 3 é um jogo muito maluco de um encanador hidráulico que através de um muito pra lá de bizarro se envolve em diversas confusões. Porém, para facilitar essa aventura, Mario pode ficar mais forte ao tocar em um cogumelo gigante, flor, pena, roupa de sapo… Enfim.
Mas o que me deixou sempre intrigado é quando ele tocava em uma fantasia de urso, quero deixar bem claro que a imaginação fazia parte desses jogos pois o console da época era o NINTENDO (NES), e saía voando pelo cenário como se tocasse em uma pena.
Também nunca entendi o que ele se transformava ao tocar em uma pena, mas pássaros possuem penas, então eu no mínimo aceitava a fantasia. Tanto que se eu comer um cogumelo gigante, eu não cresço. O que me deixava curioso é que ursos não voam. Até onde eu sei, pelo menos. Os da vida real não!
E ontem de tarde, conversando com uma guria tri massa, perguntei o que significava o Tanuki do sei nickname e para meu espanto, ela me respondeu da seguinte maneira:
- Tanuki (タヌキ ou 狸) é uma espécie do Nyctereutes, família canídea típica do Japão. Faz parte da mitologia japonesa desde tempos antigos. O Tanuki místico é travesso e alegre, mestre no disfarce e na troca de formas. – Fonte: Wikipedia
Tá, mas o que é a família canídea típica do Japão?! Oras, é uma família de mamífero parente do lobo, coiote, chacal, cachorro, raposa, que vive apenas em partes da Ásia, Europa e África. E no folclore japonês, são animais pra lá de supersticiosos e algumas pessoas acreditam que os bichanos possuem algum tipo de “poder místico”.
Se você não o conhece, apresento-lhe uma foto de um tanuki. Isto é um tanuki:

Olha que bichinho mais bonitchiiiinho…!!
E justamente por ele ser um animal místico no Japão, de certa forma, pode ser encontrado estátuas perto de estradas ou jardins domésticos. Estátuas como esta:

No jardim de casa até que fica bem legal, não?! Melhor que duende ou sapo.
Então, mais uma descoberta de Mario 3. Quando você estava trajando a fantasia do urso raposa tanuki e colocava para baixo, você transformava-se em uma estátua de tanuki. Não era uma simples rocha ou pedra com um cajado na mão. Lembra?

Viu só, o Shigeru Miyamoto até que não é tão maluco assim. É maluco, lógico, pois o cara inventou o universo do Mario e do Zelda também. Só que o véio tem um código sim.
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Um dos logos de jogos mais bonitos.
Por volta de 2001, 1ª ano de um computador em minha casa, comecei a simpatizar por jogos de tiro para pc. Já gostava do estilo de quando passava horas em frente a tv jogando Doom e Duke Nukem 3D em meados de 1999.
O que me deixava frustrado até então era ter que mexer a visão do personagem com os botões L e R do joystick, e toda vez que precisava olhar para um canto do cenário pensava: seria tão mais fácil se tivesse um modo mais fácil de fazer isso… Eis que tinha e não sabia, combinação de mouse + teclado.
Então, por minha surpresa, em 2001, minha mãe comprou um computador aqui pra casa. Fiquei meses como usuário n00b mas quando consegui instalar pela primeira vez um jogo de tiro foram horas e mais horas a fio jogando cenários e mais cenários de guerra. Minha paixão sempre foi 2ª guerra. Bom, de quem não é né…?
Depois de terminar jogos como Medalha de Honra no modo campanha, resolvi conhecer um jogo que mudaria a minha vida: Return To Castle Wolfenstein. Como todo jogo naquela época, vinha a versão campanha e a versão multiplayer para apreciar de formas distintas.
Neste meio tempo de conexão a internet através de um modem de 56k de transferência, descobri que uns amigos do meu irmão também jogavam o jogo e enchi o saco dele para me levar em sábados de tarde para Canoas e assim virar a noite e brincar de baleado com mais outros 3 desocupados.
Isso tudo foi para saciar o vício pelo tipo de jogo. Mais tarde, com uma melhor internet (já banda larga), veio a evolução do RTCW que foi o Enemy Territory. Apenas com a versão multiplayer, o jogo trazia melhorias surpreendentes até então.
Em jogos de tiro, nunca me agradou o fato de apenas dar tiro no inimigo. Pra mim, uma guerra é muito mais que isso, seja qual tipo de guerra ou em que época da história estamos falando. Como o jogo é ambientado na 2ª guerra mundial, vou ficar por aqui. Também não vou entrar na parte política da coisa pois trata-se de um jogo de ação.
Todos sabemos que em uma guerra não vai apenas atiradores, lógico que não. Vão médicos, tenentes, flanco-atiradores, engenheiros, soldados, escritores, fotógrafos, enfim, muitos profissionais estão envolvidos neste cenário de holocausto generalizado.
E este foi o primeiro jogo que ao me logar me perguntou o que eu gostaria de ser, além de aliados ou axis, claro. Existem 4 classes de combatentes:
- Soldado: lida com artilharia pesada como panzer e metralhadora fixa;
- Médico: cura personagens;
- Tenente: entrega munição e chama artilharia de aviões para bombardear algum lugar;
- Flanco-Atirador: único que sabe manejar uma sniper e também se infiltrar em fortalezas inimigas disfarçado.
Além disto, o jogo ainda traz objetivos coletivos a serem cumpridos como em uma guerra real. Importa quem mata mais? Quem tem uma pontaria melhor? Nem sempre, as vezes o que conta mesmo é cumprir um objetivo maior de, como por exemplo, tomar ou defender um lugar importante para o avanço de tropas ou defesas de tropas.
Acabei me desinteressando pelo jogo depois de um tempo jogando horas e horas. Devo ter enjoado, era muito sem noção na época. Cheguei a fazer parte de um clan e tudo mais, mas larguei de mão. Segunda-feira passada resolvi instalá-lo novamente para ver como estavam as atualizações.
Existem cenários muito melhores, algumas armas novas e aquele povinho sem noção de sempre que é perfeccionista a ponto de desempatar o número de mortes pela porcentagem de tiros que pegaram no inimigo. Mas povo chato tem em todo lugar mesmo, não tem jeito.
Esta semana percebi que o jogo continua brilhante. Agora com uma conexão ótima (1mb) só para o jogo, tá ainda mais divertido pois não trava nunca. Clássicos devem ser lembrados e respeitados. Ainda mais se os jogos forem de graça. Só baixar e se divertir.
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