Já bebeu seu leite hoje?!
O assunto veio de um outro blog, não especificamente ou exclusivamente sobre moral, mas convidava o leitor a fazer uma análise sobre alguns determinados eventos. Se estiver interessado, pode ler o post do qual falo tá aqui, no blog do outro Nunes.
Se não contei pra vocês, estou tendo aula de Ética da Comunicação nas quintas-feiras. Ainda não chegamos nesta parte, primeiro estamos discutindo o que é ética, logo, quando se discute ética, também acabamos discutindo sobre o que é moral. Então, vamos a 3 boas definições (ou quase isso) do que significa moral:
Depois de ser apresentado a 5 grandes pensamentos durante a última aula, escolhi esses 3 para a prática pessoal. Quando falo que escolhi, não é que a partir de hoje eu vou praticar esses ensinamentos e dizeres para assim ser um “cara legal”, não é isso. Geralmente, pratico há um bom tempo os 3 pensamentos de uma forma misturada. Mas parar pra pensar nisso, durante uma aula, fez com que minha cabeça explodisse.
Por natureza costumo pensar no coletivo. Essa foi uma das virtudes que meus pais me ensinaram, pelo menos um deles. Não é sempre bom pra mim, mas não consigo pensar em primeiro momento no individual. E sobre os 3 pensamentos acima, tem de pensar e analisar em todos como forma de contribuir, já que um acrescenta o outro.
Todos nós somos resultados de uma moral o tempo todo, percebi isso semana passada. Todos temos uma origem, relações familiares, ensinamentos dos pais (algumas virtudes e alguns defeitos), uma comunidade, um país, enfim, temos um grande conjunto de virtudes.
Durante toda a vida, em cada dia da vida, somos convidados a nos posicionar sobre nossas virtudes e mostrar quais são elas, pra isso basta apenas se relacionar com alguém. Ao fazer esse posicionamento, coisas acontecem. Sei lá, coisas… As vezes é preciso pensar sobre o que fazer e como fazer, para daí, fazer. Ok…
Pensar sobre a moral pode ser algo extremamente interessante para uns ou imensamente irritante para outros, só que conhecer o mínimo e refletir sobre o assunto ajudará qualquer um de nós a não se parecer tanto com um animal.
E para uma melhor reflexão, Kant (é, joga no google!) nos deixou 3 perguntinhas “simples e fáceis” de se responder:
Bom, vamos parar por aqui, muita filosofia por hoje já… Chega, minha cabeça dói e, acho, que saí um pouco fora do assunto. Acontece.
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9 Comentários para "#165 - Sobre a moral."
O pior e’ que, conhecendo teus colegas como eu acho que conheco, as dicussoes em aula nao serao muito proveitosas. Provavelmente o blog servira’ muito mais para isto.
E como diria Woody Allen:
Seria o conhecimento conhecível?
Filosofia é legal, já li muito Sartre. O que mais me incomoda é a terminologia. A primeira vez em que vi a palavra “epistemologia”, tive que correr atrás de um dicionário.
Nós não somos resultados de uma moral. Mas a moral, ou Moral, é uma construção humana. Historicamente e sociologicamente construída, …blá blá blá.
Marcus: Pior… Isso não deveria ser matéria de 1 ou 2ª semestre, não é fácil de se interessar nem gostar. E tem mais o fator do pessoal ter saído recentemente do colégio, ajuda a não ter muito interesse.
Noronha: Eu tinha uma visão de filosofia de ‘cursinho de filosofia”. Não que eu tenha frequentado algodo tipo, não frequentei, mas o pessoal que conheço apenas cultua e idolata os gregos. Poxa, isso já tem algum tempinho e ninguém mais pensou em nada?
Muita gente pensa em filosofia como religião, algo a ser seguido e regrado. Esse é o tipo de pessoa que não pensa, já que a filosofia é justo isso: pensar.
Que pena pra eles. Tive um pequeníssimo contato com Freud e Kant, são bem massa… Um dia ainda chego no Nietzsche!
Hm…Freud e Kant: “bem massa”!? Hahahaha….
E é compreensível que muitas pessoas pensem na filosofia como religião, pois como o próprio Nietzsche já escreveu: ainda não conseguimos viver num mundo sem deus (não necessariamente o Deus cristão, mas algo que seja transcendental, sabe?). Para muitos a ciência e a razão ocupam esse mesmo lugar.
E, vamos combinar, moral cristã, moral comunitarista, moral social…..tanto faz….são todas propostas de condutas para que o indivíduo seja “feliz”, receitas para conter nossas paixões, nossas impulsividades e nossa periculosidade! Uma teoria das relações de dominação sob as quais se origina a vida!!! Você deve fazer isso, você deve se abster daquilo, você deve… Prudência, prudência, prudência. Obediência, obediência, obediência. Humildade, humildade, humildade. Blá, blá, blá. Estupidez! Estupidez! Estupidez! Eu gosto de pensar na moral como uma “tirania da rima e dos ritmos”. Assim como Nietzsche, mas não com a mesma propriedade que ele, infelizmente. Pois, tudo o que houve de arrojado, fino e magistral na nossa sociedade desenvolveu-se graças a essa tirania.
Carol: Pois é, sabe… Esses dias tava pensando se todos, ou a grande maioria das pessoas, não acreditassem eu deus. Quem vão escutar, quem vão obedecer? Acho que haveria desordem, como a velha história da polícia: precisa ter o mínimo de polícia se não vira uma bagunça. Não como a polícia, mas a idéia, de não se ter ordem.
Mas temos de combinar também que devemos ter contato na prática com o mínimo de moral possível, ela boa ou não. No início vamos obedecer, escutar, aceitar… Depois, conforme vamos crescendo, tendo família e conhecendo amigos, vamos fazendo a nossa própria moral. Não que vamos esquecer da “antiga”, mas vamos “aperfeiçoar” e buscar uma nova, acho.
Sem pensar muito, “apenas acontece”…
Eles vao obedecer a lei. Tu, Hamilton, nao sai matando por ai’ nao porque esta’ escrito na Biblia que tu nao deve matar. Tu nao mata porque, se matar, vai preso.
Existem conceitos morais que DEVEM ser seguidos, nao importa o povo. Por exemplo, as pessoas nao podem ser vagabundas. ELAS TEM QUE TRABALHAR. Trabalhar e’ um conceito fundamental para que o mundo exista. Por exemplo, se n pessoas trabalham, algumas pessoas num n[umero bastante inferior a n podem se dar ao luxo de nao trabalhar e serem parasitas sociais. Mas se todos forem parasitas, o conceito de vagabundagem fica nulo. Como vou tirar vantagem de alguem se ninguem cria uma vantagem para si?
O mesmo vale para a mentira. E’ imprescindivel que falemos a verdade. Mentir, de vez em quando, e’ valido. Mas e’ impossivel construir uma sociedade baseada na mentira pois, se ela fosse universal, nao haveria como ela trazer vantagens.
Marcus: Ah! Não pense que eu sou imoral ou amoral, por favor…Mas, putz! Eu penso diferente, sabe? A Lei ou Deus, não importa, é uma forma de coerção….não que ela não seja necesária, claro que é….faz parte do famoso PACTO SOCIAL!
É que achamos esses conceitos como ética, moral, solidariedade, trabalho…..tão naturais, tão efetivos, tão sólidos e tão “fundamentais para que o mundo exista”….que nos esquecemos de questioná-los!
Mas, sempre, é bom, mesmo que nos traga tantas inquietações, frustações e noites sem sono discutir algumas coisas que nos são dadas e que consideramos estar além de qualquer questionamento.
E, outra coisa, assim como a moral, a verdade é um construto humano! A verdade com v maiúsculo, a Verdade, absoluta, não existe. E a mentira, é uma questão de interpretação…
Ainda acho que somos “regidos” pela moral cristã…religiosos ou não, ateus ou idólatras, etc etc etc… Na nossa própria linguagem deixamos isso claro: pede-se desCULPA, por exemplo. Culpa é um conceito cristão… Quando se mata alguém, utilizando o seu exemplo, além da pena, a sociedade tenta inculcar a culpa no indivíduo…pois é através dela, dessa coerção interior, que não cometemos ou não voltamos a cometer certos crimes…. sei lá….
Hamilton: É…precisamos de ordem, …, pareceu coisa de rebelde sem causa esse meu comentário, né? É, ainda, definitivamente, não aprendemos a viver num mundo sem deuses…
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