Nasci na metade dos anos 80, mais precisamente no ano de 1985. Neste ano acabava a ditadura militar no Brasil depois de 20 longos anos no poder, estourava o sucesso da novela Global intitulada Roque Santeiro e Marty McFly não sabia se ficava no futuro ou viajava para o passado. Pouco disso vivi na época que aconteceu.

Praticamente, o que me restou foi viver a década de 90 mesmo. Creci e aprendi muita coisa nela. Aprendi a ler, escrever, as vastas regras do futebol e os seus impedimentos, como derrotar chefes fodões de games como nos jogos do Megaman e Double Dragon, aprendi também a levar surras no Street Fighter II e tomar especiais no Street Fighter II Turbo. Enfim, eram outros tempo. Hoje eu bato em qualquer um e em qualquer Street, só desafiar. Hu-há!!

Na época atual, nos anos 2000, a coisa foi outra. Era o tempo de aprender mais e experimentar coisas novas, ou no mínimo, interessantes. Diferentes pra ser mais direto. Não, não pensem merda pois não sou pederasta, nunca fui pederasta nem nunca pensei em ser pederasta. Nada contra nem nada a favor.

Nessa década tô aprendendo e aproveitando muito mais que as duas já vividas. Por motivos como:

  1. Na década de 80 eu ainda era criança, e como não era diferente, fui uma sem noção;
  2. E boa parte da década de 90 ainda era criança e não me interessava assimilar filmes, música, moda, produtos, nem nada. (Talvez até tivesse alguns interesses, mas nada muito enraizado.)

Por isso que gosto dessas últimas décadas, pois foram as décadas que vivi e cresci. Como não gostar ou dar preferência a elas? Ainda estou crescendo e vivendo, se forem analisar.

Me deixa chateado ver pessoas que simplesmente admiram as modas passadas, as músicas passadas, os filmes passados e tudo mais passado. Quem vive de passado é museu, não?! Pessoal que tem hoje de 20 a 25 anos idolatrando os ídolos de nossos pais, é um absurdo!! Não vejo problema nenhum, também gosto de vários ídolos de décadas passadas, mas não dar valor aos atuais ou apenas gostar destes, pra mim, é uma burrice tremenda. Sem contar que é uma preguiça e uma má vontade descarada.

Não vou puxar saco pra nenhum artista ou referência minha, não neste post. Só que se tu parar e pensar no pessoal que está correndo contigo, que está do teu lado no dia-a-dia, vais notar que poquíssimas pessoas admiram o novo. Mau sabem elas que isso pode atrapalhar e retardar muito a vida de alguém, simplesmente pela aversão ao novo.

Eu acho isso tudo triste. Muito triste, pra ser sincero.